Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

8/3/09

Ari disputa “Fenômeno” com André

Prefeito de Dourados quer trazer jogo do Corinthians com Ronaldo x Misto no dia 8 de abril

O prefeito Ari Artuzi decidiu entrar mais uma disputa com o governador André Puccinelli. Desta vez, e principalmente depois do gol do “fenômeno” Ronaldo no clássico desta tarde contra o Palmeiras, em Presidente Prudene, o “fenômeno” das urnas quer trazer o jogo do Corinthians, pela Copa do Brasil, contra o Misto de Três Lagoas, para Dourados, no dia 8 de abril.

A partida, inicialmente marcada para o estádio Madrugadão, na cidade que é comandada pela prefeita também do PMDB Simone Tebet, a queridinha do governador e inclusive cotada para uma das vagas do Senado já nas eleições do ano que vem, está sendo reivindicada por André para acontecer no estádio Morenão, de Campo Grande, em função da estratégia de marketing visando conquistar uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014.

O detalhe é que o presidente da Federação de Futebol, Francisco Cezário, também prefere que o jogo seja no estádio Douradão, em Dourados, onde tem encontrado maior confiabilidade nas negociações quando se trata de agenciar partidas importantes, e estaria intercendo junto ao prefeito Ari Artuzi e lideranças locais para trazer esse espetáculo. Temos aí uma boa disputa, além da bela queda-de-braço que já começa a acontecer nos bastidores desse mundo chamado futebol.

criado por Cl�vis de Oliveira    18:17:27 — Arquivado em: Sem categoria

6/3/09

Haha hoho, o buraco é nossooo …

No melhor estilo dos bons tempos de militância nos movimentos populares, desde a articulação juvenil seguindo ensinamentos de FHC e depois forjado na trincheira do PT, o secretário de Governo da Prefeitura de Dourados não poderia ter escolhido definição melhor para encerrar a reunião em que o chefe municipal optou pela ironia para rechaçar a fúria com que os governistas do PMDB e do DEM tentavam justificar a buraqueira em que se transformou a cidade nos últimos dias.

Darci Caldo preferiu o “consenso” de que os buracos que incomodam tanto a pedestres, ciclistas e motoristas não deve ter dono. Apesar de Ari cobrar do presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa, o tal “dna” dos buracos [para se identificar quem é o verdadeiro pai dessa situação], e o gerente local da empresa Odilon Azambuja insistir que a buraqueira é culpa do prefeito, o secretário sentenciou: “o buraco é nosso, pertence a todos nós, e temos que nos unir, em harmonia, para resolver a situação”.

Politicamente, o representante do governador André Puccinelli no encontro realizado nesta sexta-feira na sede da Prefeitura, admitiu que pode ter havido excessos, e que é preciso melhorar a interlocução entre Estado e Município para que todos se satisfaçam. Secretário estadual de Obras, Edson Girotto, que conhece bem a realidade de Dourados, sinalizou que o governador não deseja atritos com Artuzi, até por questões óbvias.

Na verdade, a maioria da população tem consciência de que essa buraqueira é necessária neste momento para que tenhamos mais saúde, menos mortalidade na infância e melhor qualidade de vida no futuro. O duro é quando o carro ou até a bicileta “cai” numa cratera mal sinalizada e a gente não tem a quem culpar! O jeito é ter paciência, assimilar os buracos e acreditar que há males que vem pra bem. E nesse caso, é exatamente isso o que estamos constatando.

criado por Cl�vis de Oliveira    22:43:28 — Arquivado em: Sem categoria

27/2/09

Sem o DEM, André busca nova base para 2010

Depois de passar o feriado de carnaval nas barrancas do rio Paraguai, e continuar os afagos ao petista moderno Delcídio Amaral, o governador André Puccinelli retorna ao trabalho convencido de que não poderá contar como gostaria, da companhia dos democratas no projeto de reeleição. Praticamente rompido com o vice-governador e presidente do DEM estadual, Murilo Zauith, André começa a construir novas bases.

Essa rearticulação política não exclui nem mesmo o PT, apesar dos “confrontos” com o ex-governador Zeca do PT, agora revigorado pelos bons momentos que passou junto com o presidente Lula na Granja do Torto e na Marquês de Sapucaí. Ainda mais agora que o DEM de Murilo mandou dizer, via presidente da Câmara de Maracaju, o vereador Catito, que o governador “não faz nada” especialmente quanto aos problemas com a Segurança Pública em Mato Grosso do Sul.

André sabe que pode confiar no solitário deputado Zé Teixeira, secretário regional e principal responsável pela sobreviência do DEM no Estado, e quer mantê-lo na base, mesmo que alinhado a uma nova frente, incluindo talvez o PSDB e os amigos do peito do PMDB, podendo ampliar as conversas também para os lados do PDT e do PR, até como forma de reduzir os obstáculos que poderia encontrar se deixar escapar esses partidos para o campo adversário.

criado por Cl�vis de Oliveira    12:37:09 — Arquivado em: Sem categoria

17/2/09

“Dotô, eu tô com dô, alguém me ajude!”

“Pelo amor de Deus alguém me ajude!
Eu já paguei o meu plano de saúde
mas agora ninguém quer me aceitar
E eu tô com dô, dotô, num sei no que vai dá!
Emergência! Eu tô passando mal
Vô morrer aqui na porta do hospital
Era mais fácil eu ter ido
direto pro Instituto Médico Legal
Porque isso aqui tá deprimente, doutor
Essa fila tá um caso sério
Já tem doente desistindo de ser atendido
e pedindo carona pro cemitério
E aí, doutor? Vê se dá um jeito!
Se é pra nós morrê nóis qué morrê direito
Me arranja aí um leito que eu num peço mais nada
Mas eu num sou cachoro pra morrer na calçada
Eu tô cansado de bancar o otário
Eu exijo pelo menos um veterinário”

Com esse trecho de um dos sucessos irreverentes do compositor Gabriel Pensador, é possível diagnosticar a situação da Saúde em Dourados. A polêmica envolvendo a Prefeitura e o Hospital Evangélico, que hoje prefere muito mais continuar tocando o sistema público-privado, com o gerenciamento por fora do Hospital da Mulher e o do Trauma, ainda vai render muitos capítulos.

Ainda bem que o prefeito Artuzi, defensor da volta do Sistema SUS para o Evangélico, prefere ouvir os conselhos do “doutor” André, de quem sempre foi amiguinho - e para isso teve até que “sangrar” o vice dele nas últimas eleições municipais - e só vai se decidir depois da consultoria que começa a ser feita nos próximos dias por uma equipe de técnicos do Governo do Estado em parceria com o Município.

Enquanto isso, no Hospital Universitário, a equipe da UFGD que assumiu o controle do maior hospital do interior de Mato Grosso do Sul conclui levantamentos junto ao Município e Estado para se saber a real capacidade e projetar o atendimento ampliado, com as especialidades exigidas, visando melhor contemplar esse setor e oferecer, na prática, saúde de qualidade para muito mais gente.

Enquanto isso…

criado por Cl�vis de Oliveira    12:52:26 — Arquivado em: Sem categoria

29/1/09

Acomodando as abóboras pelo meio do caminho

Há um ditado popular, usualmente repetido pelos homens do campo, que a carga levada nas carroças, costumeiramente de produtos retirados da agricultura e que acabam compondo a mesa dos homens da cidade, precisa de um certo tempo para se acomodar. Assim, um carregamento com determinado número de abóboras, por exemplo, que lotaria uma carroça no início do trajeto, pode chegar no meio da estrada ocupando apenas metade do veículo. Isso ocorre em razão dos solavancos da estrada de terra, o gingado da carroça e também em função da “paciência” do homem que trabalha muito mais esperando pelas “ordens superiores” para se obter ou não uma boa colheita a cada safra.

O exemplo dado pode servir como comparativo para os primeiros trinta dias da nova administração que assumiu a prefeitura de Dourados após os oito anos do paciente mandato do prefeito Laerte Tetila, a quem se imputam agora a maior parte dos ônus pela dificuldade em se começar de fato a atual gestão. O impaciente Ari Artuzi procura manter o ritmo acelerado, buscando atender aos anseios populares no melhor estilo “me chama que eu vou” que o credenciou para chegar ao comando do Município reforçado pelo apelativo “ajuda eu” que agora passa a ser muito mais implorado por onde passa a comitiva oficial.

Desapegado ao cumprimento de agendas, o prefeito recém eleito acabou chegando a secretário-geral da Associação estadual de prefeitos, a Assomasul, apesar de nunca ter chegado em tempo para nenhuma das assembléias [nem a da eleição e muito menos na posse dos eleitos], porém faz questão de manter o gosto pelo povo. Assim, a cada intervalo de uma reunião na prefeitura, pede aos assessores que mandem entrar as pessoas que o aguardam pelos corredores. “Chamem o povo, eu gosto é do povo”, repete sempre, para irritação daqueles que diziam ter o melhor sentimento popular e acabaram atropelados pelo efeito fenômeno.

Entre jogadas de um marketing reprisado de outros exemplos melhor sucedidos, Artuzi já “repreendeu” médicos que chegam atrasados no serviço, “caça” servidores pelos corredores das repartições municipais e “assusta” eventuais não eleitores com um recado direto: aqui mando eu! Nesse ritmo, já existe até uma bolsa de apostas sobre o tempo de durabilidade no cargo dos assessores diretos do novo prefeito. O efeito abóbora está em franco desenvolvimento.

criado por Cl�vis de Oliveira    21:32:06 — Arquivado em: Sem categoria

8/1/09

A base que garante a governabilidade

O prefeito Ari Artuzi não esconde de ninguém a forma bem pessoal de administrar Dourados. Ele já deu essa demonstração no primeiro dia, quando mandou recado direto para os companheiros do PR e abriu espaço imediato para o PMDB (leia-se Délia Razuk), acomodando o filho Neno no primeiro escalão e resolvendo, em seguida, a pendenga com o partido do vice Carlinhos Cantor que certamente ainda não digeriu - e vai demorááááá! - a desfeita do começo de mandato.

Agora, percebe-se uma reação não menos imediata em relação à Câmara de Vereadores. Depois da queda-de-braço da madrugada do dia 1 de janeiro, quando não conseguiu emplacar o tio Júlio no comando do Legislativo (e quem garante que era esse o desejo do prefeito?), Ari já tratou de enviar o ainda desconhecido secretário de Governo Darci Caldo para negociar com o presidente Sidlei Alves um “refresco” nas relações entre os poderes, via benefícios aos contribuintes inadimplentes com as contas do IPTU.

Nada mais sugestiva, portanto, que a foto publicada nesta semana, onde aparecem os “neo”-aliados Délia Razuk, Dirceu Longhi e o tio, somando-se aos “rebeldes” aliados Marcelão, Bonatto e HT Júnior. Sintomática em todos os sentidos a primeira movimentação do novo prefeito, indicando que poderá - e espera ter, com certeza - os apoios necessários e convenientes no momento certo. Não esperem, pois, grandes disputas entre os poderes pelo menos nesse princípio de “convivência”.

criado por Cl�vis de Oliveira    14:54:12 — Arquivado em: Sem categoria

21/12/08

Artuzi, o secretariado e o novo Governo

Faltando menos de dez dias para a posse do novo prefeito de Dourados, aumentam as especulações em torno da formação do novo secretariado de Ari Artuzi e do relacionamento que este poderia vir a construir - ou não - com outras instâncias de poder em nível de Estado e de Brasil.

Aliás, o próprio Ari já confirmou ao blog recentemente que está formando um Governo que tenha a cara dele, ou seja, o perfil do prefeito que vai assumir no dia 1 de janeiro. Sincero, e do alto de uma popularidade que se mantém mesmo após a disputa eleitoral, disse que não tinha os nomes para informar à imprensa, "mas estão todos aqui já", confirmou, acenando para a região cerebral do próprio corpo.

Questionado sobre se poderia vir a aproveitar algum nome da atual Administração, nem confirmou nem descartou, mas arriscou elogios a alguns assessores do mandato petista. Sobre André Puccinelli, limitou-se a dizer que ele é o governador de Mato Grosso do Sul e "vou ser o prefeito de Dourados a partir de janeiro".

Portanto, o que vem por aí é uma Administração municipal com perfil nitidamente arizista e que, a exemplo da escala estadual andrezista, pode reservar-nos um espectro totalmente diferente do que se conheceu até agora. Basta ver o quadro apresentado durante a cerimônia de diplomação dos eleitos na última quinta-feira, 18.

criado por Cl�vis de Oliveira    01:18:49 — Arquivado em: Sem categoria

14/12/08

Violência chama mais violência

 

Lamentável o estado crítico de algumas mentes que ainda não conseguiram compreender o sentido da vida. Basta conferir o noticiário policial que veremos, cotidianamente, seres humanos tirando a vida de outros humanos de forma brutalmente irracional.

 

Esse alerta serve para prevenir um sintoma que costuma atacar com mais virulência nos períodos festivos. E, como estamos às vésperas das comemorações do Natal e passagem de ano, é preciso que as pessoas se conscientizem da fragilidade de cada um e passem a valorizar um pouco mais a força superior que existe sobre todos nós.

 

Policiais nas ruas, prevenção 24 horas… Talvez ainda assim esteja faltando algo, como a consciência de cada um sobre as responsabilidades no trânsito, na convivência social, no trabalho, no lar… Vamos refletir sobre isso?

criado por Cl�vis de Oliveira    07:23:42 — Arquivado em: Sem categoria

8/12/08

Vem aí o PT da oposição

 

Ao iniciar essa postagem, quero observar aos amigos bloguistas que o espaço democrático é para ser utilizado da forma mais democrática possível, e as baixarias prefiro creditar àqueles que ainda não aprenderam a conviver com esse regime. Por isso, ao invés de deletar alguns comentários - exceção às ofensas morais - penso que aqui é o lugar onde os menos preparados acabarão sucumbidos naturalmente.

 

Quanto ao tema proposto para o comentário dos muitos que escolheram este blog como meio de divergir inclusive, é preciso observar que o partido que vai deixar o comando do Município após oito anos já começa a ensaiar como será a postura do outro lado da mesa, ou seja, na oposição ao prefeito Ari Artuzi.

 

O PT possui bons quadros, alguns forjados nos tempos em que a esquerda se divida entre o pensamento do velho PTB e o outrora revolucionário PCB, e muitos deles foram levados ao Governo do quase ex-prefeito Laerte Tetila justamente para dar a linha política que acabou gerando tantos conflitos internos e o desgaste que culminou com a derota do intelectual Wilson Biasotto.

 

Na oposição, entretanto, esse pessoal é competente. Por isso mesmo, mais do que abraços e afagos, é bom que o Artuzi vá se preparando, com a escolha de quadros que encontram-se dispersos por aí, como forma de fazer frente à trincheira que os petistas vão montar em várias frentes.

 

E eles [o novo prefeito e o vice Carlinhos Cantor] sabem disso. Mas ainda não definiram como será a reação. Ou, se definiram, preferiram não antecipar nada. Até porque os dois têm conversado muito. Da mesma forma, em relação ao secretariado que assume também no dia 1 de janeiro, Ari diz que já tem todos os nomes "na cabeça". 

criado por Cl�vis de Oliveira    12:32:16 — Arquivado em: Sem categoria

23/11/08

Existem cadeiras cativas no Senado?

 

Há mais de dois anos para a próxima eleição, quando serão renovados dois terços do Senado e ainda as vagas de deputado estadual, federal, governador e do presidente da República, nos bastidores são intensos os "entendimentos" para a formação de chapas.

 

Um assunto que tem chamado a atenção, particularmente em Mato Grosso do Sul, muito mais do que a própria sucessão - ou seria reeleição? - do governador André Puccinelli, é a disputa para as vagas de senador, hoje ocupadas por Delcídio Amaral e Valter Pereira, concluindo o mandato e Marisa Serrano, que vai completar em 2010 a primeira metade dos oito anos.

 

Aqui já foi dito que Marisa vem para disputar a vaga de candidata a governadora, em apoio ao projeto nacional que pretende unir os interesses do PSDB e do PPS, e do próprio DEM em torno da candidatura presidencial do governador paulista José Serra.

 

Por isso mesmo, em função do desgaste provocado pelo confronto direto entre os petistas Zeca do PT e Delcídio, diante do "reduzido" espaço eleitoral de Mato Grosso do Sul, não será surpresa se ambos conquistarem as duas cadeiras existentes na renovação de 2010. Aí entra a mudança de partido, permitida até setembro do ano que vem aos pretendentes dessa disputa.

 

Afinal, como não existem cadeiras cativas em política, em que pese a conservadora e nociva "rotatividade" que marca a recente história de Mato Grosso do Sul [vide a dinastia Pedro-Wilson e agora o ensaio Zeca-André], é possível prever muita coisa pela frente, com poucas novidades e as acomodações previsíveis.

criado por Cl�vis de Oliveira    11:03:50 — Arquivado em: Sem categoria
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