6/8/09
Lá como cá, estamos todos grampeados
Começo esta postagem recorrendo a um episódio, no mÃnimo inusitado, que ocorreu-me justamente na quarta-feira em que o acuado José Sarney preparava a garganta para soltar os ‘marimbondos de fogo’ contra aqueles que desejam apeá-lo do comando do Senado. Após realizar uma operação bancária, no BB, quando preparava para anexar o cupom de pagamento ao boleto bancário, consegui (exatamente!) fixar um dos grampos justamente no dedo indicador da mão esquerda!!!
Jamais imaginei que um dia iria conseguir tal proeza, porém, tal qual o veloz e intrépido Sarney, saquei o grampo assassino com o polegar e o dedo indicador da mão direita, demonstrando que não será um mero grampinho, ou seria um grampozinho, que vai me fazer interromper a caminhada. Ainda mais porque estava ali, naquele momento, apenas cumprindo uma missão econômico-tributária. Nada demais em tempos de tantas escutas e grampos…
Eis que essa constatação levou-me, já refeito da gramponada (eita!), a refletir sobre os reflexos que um instrumento, ainda que pequeno, e sem nenhuma conotação eletromagnética, pode causar no cotidiano das pessoas. Nem por isso, entretanto, vamos nos esconder debaixo dos colchões e evitar o contato hanseniáseco com personagens a quem nos relacionamos, polÃtica ou comercialmente, sob pena de nos transformarmos em verdadeiros homens das cavernas.
E se até mesmo naqueles tempos havia paus e pedras, e por conseguinte, nasceu o fogo, então…
criado por Cl�vis de Oliveira
16:47:56 — Arquivado em: 
