6/8/09
Nos meios publicitários há uma máxima tida como verdadeira de que “a propaganda é a alma do negócio”. Ou seja, é preciso investir muito nessa área, principalmente sob o argumento de que as pessoas precisam ser induzidas a comprar esse ou aquele produto. Da mesma forma, na polÃtica, os ocupantes de cargos públicos sentem essa necessidade.
Há casos, entretanto, em que os excessos acabam sendo mais fortes do que o efeito da propaganda. É o que mostra recente pesquisa encomendada pelo governador André Puccinelli, ele próprio um exÃmio propagandista, sinalizando que o eleitor-cidadão quer mais ação e menos conversa. Para a maioria dos entrevitados, é dever do polÃtico com mandato trabalhar para conseguir os benefÃcios sociais.
Daà que a propaganda, feita após tal benefÃcio obtido, acaba soando muito mais do que como um gasto a mais do que propriamente como prestação de contas. Esse é o alerta que serve para muitos polÃticos e que a iniciativa privada já aprendeu a partir do momento em que passou a instituir campanhas promocionais de qualidade.
Começo esta postagem recorrendo a um episódio, no mÃnimo inusitado, que ocorreu-me justamente na quarta-feira em que o acuado José Sarney preparava a garganta para soltar os ‘marimbondos de fogo’ contra aqueles que desejam apeá-lo do comando do Senado. Após realizar uma operação bancária, no BB, quando preparava para anexar o cupom de pagamento ao boleto bancário, consegui (exatamente!) fixar um dos grampos justamente no dedo indicador da mão esquerda!!!
Jamais imaginei que um dia iria conseguir tal proeza, porém, tal qual o veloz e intrépido Sarney, saquei o grampo assassino com o polegar e o dedo indicador da mão direita, demonstrando que não será um mero grampinho, ou seria um grampozinho, que vai me fazer interromper a caminhada. Ainda mais porque estava ali, naquele momento, apenas cumprindo uma missão econômico-tributária. Nada demais em tempos de tantas escutas e grampos…
Eis que essa constatação levou-me, já refeito da gramponada (eita!), a refletir sobre os reflexos que um instrumento, ainda que pequeno, e sem nenhuma conotação eletromagnética, pode causar no cotidiano das pessoas. Nem por isso, entretanto, vamos nos esconder debaixo dos colchões e evitar o contato hanseniáseco com personagens a quem nos relacionamos, polÃtica ou comercialmente, sob pena de nos transformarmos em verdadeiros homens das cavernas.
E se até mesmo naqueles tempos havia paus e pedras, e por conseguinte, nasceu o fogo, então…