Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

30/7/09

Em respeito ao amigo Isaac de Barros

Anônimos, frustrados ou covardes mesmo. Ou, talvez, seriam partes diretamente interessadas, até em função do último resultado eleitoral da disputa municipal de 2008. A verdade é que, em nome da justiça e para que se prevaleça a retidão e a ética, saúdo aqui a inteligência e a astúcia do amigo jornalista e irrepreensível tribuno Isaac Duarte de Barros Júnior.

É dele a observação, lúcida e providencial, para que todos os colegas jornalistas - diplomados ou não, jabazeiros de plantão ou pilares da moralidade como alguns se autoproclamam - tenham cautela na divulgação dos passos que norteiam os trabalhos da operação “Owari” que a Polícia Federal desenvolve em Dourados. Ainda não existe sentença, portanto não há condenados e, logo, inexistem culpados.

Por que não aguardarmos o desfecho de um processo? Se demorou dois anos, como a própria PF afirma, para a operação “pega-pega”, quem somos nós para querer abreviar ou queimar etapas, e já crucificar quem quer que seja? A polícia e a justiça têm suas responsabilidades. Nós temos a função de informar. Em obediência ao que diz a lei. Senão, seremos nós os usurpadores da ordem. E aí, definitivamente, estará estabelecido o caos.

Ah, uma observação derradeira: Neste blog não há filtragem dos comentários. Os mais abusados são simplesmente excluídos, ou deletados, na linguagem da internet. Por isso, volto a repetir: Sejam suficientemente capazes de assumir, assinando embaixo, sobre o que quiserem manifestar. Assim, ganha a liberdade de expressão. Com responsabilidade.

criado por Cl�vis de Oliveira    12:34:25 — Arquivado em: Sem categoria

24/7/09

O papel da imprensa na operação Owari e outras

A notícia, como dever de quem atua nessa área, e como direito de quem busca a informação detalhada no dia-a-dia, deve vir sempre acompanhada de responsabilidade, bom senso, e, sobretudo, a tão propagandeada ética profissional prescrita pelos neo e jornalistas ao longo dos cansativos e enfadonhos debates que agora se procura travar, especialmente nos finais de tarde, sobre quem está ou não praticando o “melhor” jornalismo.

Faço essa introdução para lembrar a cobertura que vem sendo feita pela imprensa de Dourados, Mato Grosso do Sul e pelo Brasil afora em torno dos últimos acontecimentos envolvendo personalidades do mundo político e empresarial com as investigações da chamada operação “Owari” desencadeada pela Polícia Federal, respaldando ações da Justiça estadual.

Afinal, sob qual interesse a conceituada “Folha de S. Paulo” e o não menos renomado “Terra” usariam como manchete situações envolvendo ex-figuras do campo político estadual, associando-os aos novos fatos? E por quais razões a imprensa regional estaria agora, talvez um pouco retardamente, reproduzindo gravações já consideradas “segredos de justiça”, e ainda assim temerosamente omitindo o quem, elemento principal dos fatos?

É preciso considerar que a função destinada aos jornalistas deve se basear, fundamentalmente, nos fatos que estão sendo colocados como fator de investigação e, obviamente, na capacidade de discernimento de quem exerce a profissão. Até porque o ilustre jornalista Nilson Lage, professor titular da cadeira na Federal de Santa Catarina, já disse - e foi em Dourados, durante palestra aos acadêmicos do curso de Jornalismo - que a nossa missão é a de “ver, ouvir e contar”.

Por isso mesmo, para que seja possível contar o que se viu e ouviu, é preciso, antes de mais nada, muito mais competência do que um simples canudo. Assim, de nada adianta vir agora reproduzir cópias de fatos sabidamente ocorridos ao longo de um tempo simplesmente porque se pretende ou obter vantagens futuras, ou meramente se redimir de omissões de outrora.

Basta ver o reflexo da dimensão que se pretende dar, agora, ao mais recente episódio envolvendo os considerados homens-chaves do momento, em contraposição aos não menos ilustres episódios já noticiados, e com bem menos alarde, em tempos recentes. De qualquer forma, é preciso destacar que a imprensa ganha e aprende - ainda que resista em apreender diante dos fatos - a cada novo acontecimento.

criado por Cl�vis de Oliveira    23:34:08 — Arquivado em: Sem categoria

9/7/09

A tênue linha que separa o processo policial do político

Não inventaram ainda o equipamento capaz de medir a espessura dessa tênue linha que divide um processo político dos acontecimentos policiais. Em termos nacionais, não raro surgem os escândalos, de tempos em tempos. Assim é desde o período manárquico. Os mais recentes, pra refrescar a memória, passaram pela Casa da Dinda, pela cobertura de um prédio na área central de São Bernardo do Campo, apenas para focar o ângulo nacional.
Em termos regionais, já tivemos episódios que não chegaram a atingir tamanha envergadura, até por se tratar de um Estado [Mato Grosso do Sul] que potencializa 1% do quadro nacional. Mas é possível lembrar episódios envolvendo empreiteiras fantasmas, obras pagas e não realizadas, licitações com endereço certo, dispensa de licitações não menos turbulentas, ameaças de auditorias e sindicâncias inconclusas.
Na verdade, essa relação incestuosa entre investidores de campanhas eleitorais com os eleitos sempre foi “permitida”, até em função da falta de interesse do Poder em modificar a legislação. O que ocorre, na revoada recente que atingiu Dourados, é que os efeitos desse arrastão só serão sentidos, provavelmente com mais intensidade, a partir de maio do ano que vem. Obviamente porque 2010 é um novo ano de eleições.
Combater a corrupção, lição número um da Polícia Federal, deveria ser, sempre, exercitada. Inclusive porque a incipiente democracia brasileira ainda não fez com que alguns ocupantes dessa nova geração do poder aprendessem a conviver com o “mel” e o “melado”, o primeiro fruto do esforço coletivo das abelhas e o segundo, derivado desse esforço, porém compartilhado por segmentos de fora da colméia.

criado por Cl�vis de Oliveira    09:49:13 — Arquivado em: Sem categoria

2/7/09

Investimentos que vão transformar Dourados

Enquanto se discute se a crise internacional é apenas uma marolinha, se Sarney tem que deixar a presidência do Senado ou se a mudança do nome do Estado é o fator mais importante do momento, estamos deixando de assistir ao verdadeiro fenômeno do crescimento bem pertinho das nossas narinas.

Não é mera obra do acaso o interesse com que os políticos de todas as cores, respaldados pela expressiva reserva de recursos disponíveis no Tesouro nacional, têm olhado para Dourados com um diferencial a mais e prometem dinheiro para a construção de casas, obras de saneamento e até mesmo a construção do Anel Viário que um dia já se chamou Perimetral Norte e por onde já se escoaram alguns milhares de reais.

No silêncio, alheios ao fervor da nova onda de escândalos que ameaça Brasília, e talvez embalados pelo pique acelerado do prefeito Ari Artuzi, que prefere ignorar o que se passa a mais de três metros dele, empresários e investidores locais também aproveitam o momento de empolgação e preparam uma verdadeira enxurrada de novos investimentos no setor imobiliário e hoteleiro.

Na verdade, são investimentos com recursos captados do próprio Governo, aproveitando a investida não menos otimista do presidente Lula, que tem emitido ordens expressas no sentido de que os setores administrativos não barrem o crescimento, e com isso linhas de crédito e novos canais de financiamento se abrem. Tudo isso aliado à perspectiva de que o País precisa fazer girar o dinheiro, movimentar o segmento produtivo e estimular o consumidor a continuar gastando.

Repete-se aqui a máxima de que “é melhor pingar do que secar”, traduzida para o economês como o incentivo oficial para que as pessoas continuem comprando, nem tanto quanto gostariam ou poderiam, mas o suficiente para que o mercado continue gerando e produzindo divisas, e espantando o espectro da crise.

criado por Cl�vis de Oliveira    19:25:52 — Arquivado em: Sem categoria
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