Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

28/6/09

Dona Gilda vê o PT juntar os cacos

Foi um verdadeiro arrastão. A direção do PT estadual conseguiu juntar, na enorme mesa formada durante o seminário realizado sexta-feira em Dourados, todas (mesmo!) as tendências internas que o partido conseguiu criar e recriar ao longo desses 29 anos de existência. E, em princípio, conseguiu outra proeza: colocar Delcídio e Zeca lado a lado, cochichando muito, ouvindo os discursos de “união” da companheirada e jurando amor eterno.

Na primeira fila do plenário onde se amontoavam os militantes de Dourados e região, que não hesitaram em puxar o bordão “partido, é dos trabalhadores!” quando Delcídio chegou, atrasado devido ao mal tempo, e foi logo abraçar Zeca, a ex-primeira-dama estadual Gilda Maria não perdeu a chance de abrir um sorriso. Enigmática apenas foi a piscadela que lançou, pra poucos perceberem, em direção do marido, que retribuiu com um leve sorriso e em seguida fechou a cara.

O que será que a dona Gilda sabe, depois de tantas conversas e tantas viagens, e até uma noitada de carnaval na Sapucaí com o casal Marisa e Lula, que valeu esse piscar de olhos enigmático em direção do ex-governador? Seria possível tentar adivinhar? Vejamos: ao piscar para o marido, ela poderia estar dizendo “até que enfim, conseguimos nossos objetivo”, ou “deixa eles pensarem que tá tudo certo”, ou ainda “isso mesmo Zeca, abraça, conversa, depois a gente vê como vai ficar”.

A verdade é que antes do mês de maio do ano que vem o PT ainda vai ter muitas idas-e-vindas, até definir como fica a sucessão. Enquanto isso, aposta num eventual racha do bloco governista para tentar encontrar um André fragilizado na disputa do Governo. Da mesma forma, o atual governador atira pra todo lado, mas não deixa de mostrar que, se o PT conseguir mesmo juntar todos os cacos, terá uma disputa difícil pela frente.

criado por Cl�vis de Oliveira    13:17:04 — Arquivado em: Sem categoria

22/6/09

André joga água fria em projeto de aliados rebeldes

Como já se previa, e para refrescar a memória os amigos do blog podem rever aqui um comentário feito ainda em meados do segundo semestre de 2008 - clovisdeoliveira.blog.terra.com.br/2008/10 - o governador André Puccinelli passou como um meteoro pelas pretensões do já quase nati-morto bloco criado nesta segunda-feira pelos dirigentes do PSDB, PPS e DEM, aliados dele e ameaçando agora um ato de rebeldia.

Tanto que os líderes nacionais, acostumados com o conflito da política praticada em escala maior, nem se arriscaram a “lançar” os nomes de Marisa e Murilo como a dobradinha ideal do tal “BDR” (cá pra nós, sigla que parece mais com marca de freio de carro!) para o Governo do Estado e o Senado. Se a intenção era pressionar o governador do PMDB, este preferiu avisar que o PT é sim o adversário em potencial.

E que fique claro, mais uma vez, se alguém acha que o governador teme o tal “BDR” (brrrrr), é bom saber que o que ele mais queria mesmo era que a senadora botasse a cara na candidatura ao Governo. E que, se não conseguir convencer a madrinha Dilma da aliança PMDB-PT no Estado, muito mais pelas pecualiaridades locais de Mato Grosso do Sul, o ideal seria mesmo que houvessem três chapas.

Quanto aos eleitores de Dourados, é bom ir se preparando para escolher uma chapa ao Senado que tenha mais ousadia e a coragem pregada pelo prefeito Ari Artuzi. Do contrário, ficaremos a esperar para 2014, quando o próprio Artuzi já avisou que vai montar o cavalo da única vaga, justamente da própria Marisa que termina o mandato de senadora naquele ano.

criado por Cl�vis de Oliveira    19:37:58 — Arquivado em: Sem categoria

7/6/09

Cardápio para 2010 é preparado em Dourados

Como já foi reprisado várias vezes neste espaço, o cardápio da sucessão estadual vai passar, mesmo, por Dourados. E, como se diz no mundo sertanejo, a chapa começou a esquentar justamente em uma mesa do restaurante Kikão, ponto mais central da cidade, neste sábado, quando o ex-governador Zeca do PT instalou uma espécie de “comitê itinerante” e despachou por boa parte da tarde.

Entre um chopinho e outro, degustando porções de mandioca frita, ao estilo pantaneiro, Zeca trocou confidências ao pé do ouvido com o fiel escudeiro de sempre Carlinhos Cantor, um dos mais entusiastas pela volta do “governador”, como ele o chama ainda hoje.

As cadeiras à direita e à esquerda de Zeca foram ocupadas, no melhor modo revezamento, pelo prefeito Ari Artuzi, do PDT; pelos vereadores Gino Ferreira, do PMDB e Marcelo Hall, do PR e até pelo vice-governador Murilo Zauith, do DEM, o “preferido” do ex-governador na formação da chapa que vai tentar desbancar André do sonho da reeleição. Se isso se consumar, será a primeira vez na recente história de Mato Grosso do Sul que um governador com mandato interrompe a trajetória dupla.

Ari Artuzi, o vice Carlinhos Cantor, Zeca e Gino formam um quarteto de quatro legendas partidárias diferentes. Todos preocupados com as manobras de Puccinelli, mas de olhos e ouvidos bem abertos à voz rouca que vem das ruas, como já disse um dia FHC e depois, há dois anos, alertou o douradense da gema Totó Câmara, eleito e reeleito prefeito de Dourados e a quem o prefeito Artuzi ouviu, disciplinada e atentamente, antes de decidir que era possível “peitar” Puccinelli e o PMDB para chegar ao poder.

Aliás, trinta e tantos anos depois, Artuzi repete, à sua moda, a melhor performance totozista, entrando cozinha a dentro das casas por onde passa, tomando café no copo, dançando bailão, vigiando a atuação de cada auxiliar, desde o trocador de lâmpada até a secretária que ameaça voar sozinha. E vai tocando a cidade, e ainda dando “pitos” e “pitacos” no jogo político.

criado por Cl�vis de Oliveira    11:34:50 — Arquivado em: Sem categoria

4/6/09

A ordem é dividir para governar

Seguindo o ensinamento maquiavélico que norteou as grandes guerras pelo poder no mundo, o governador André Puccinelli (PMDB) pode estar sendo levado a sucumbir diante das artimanhas de dois fiéis adeptos dessa filosofia, os deputados Londres Machado (PR) e Ary Rigo (PDT), este último devidamente monitorado pelo articulado ex-deputado João Leite Schimidt.

Em princípio, a “guerra” começa pela entrada do andrezista Edson Girotto no PR de Londres, o que, em tese, “sinalizaria” [o destaque é por conta da observação feita em material oficial distribuído pela assessoria do partido] o apoio dos republicanos ao projeto de reeleição de André ao Governo do Estado.

O outro episódio semelhante é a paixão desenfreada que Rigo demonstra nutrir pelo governador, ainda que os homens-voto do PDT, entre eles o prefeito Ari Artuzi de Dourados e o deputado federal Dagoberto Nogueira de Campo Grande, estejam de namoro com o ex-governador Zeca do PT e dispostos a apostar na candidatura do titio, como diria o blogueiro Valfrido Silva, para a retomada do poder estadual pelo PT.

Da mesma forma, quando o trio Murilo Zauith, do DEM, Marisa Serrano, via Reinaldo Azambuja, do PSDB e os ex-comunistas do PPS, pelo “camarada” Athayde Neri, se reunem e anunciam uma possível e ousada candidatura ao Governo, desta vez é André quem comemora. Afinal, essa chamada terceira via é tudo o que ele mais quer, valendo a tese de Maquiável - dividir os exércitos para continuar reinando.

criado por Cl�vis de Oliveira    13:17:11 — Arquivado em: Sem categoria
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