Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

9/5/09

De olho no 3º mandato, Lula prega aliança aos poucos

Olhem só quem está no cantinho à esquerda, sorridente... João Grandão também deve estar com saudade das criancinhas

Olhem só quem está no cantinho à esquerda, sorridente... João Grandão também deve estar com saudade das criancinhas

O presidente Lula não poderia mesmo ter outra reação. Ao “ganhar” a adesão do peemedebista André Puccinelli para um virtual terceiro mandato, só lhe restou defender a aliança gradual entre PMDB e PT

 

A viagem inaugural do Trem do Pantanal, nesta sexta-feira, marcou mais um passo no rumo da aproximação dos dois partidos. André levou Nelsinho Trad, Valter Pereira e Geraldo Resende e, de quebra, Delcídio do Amaral, o neo-aliado do PMDB em Mato Grosso do Sul, permaneceu “na dele” enquanto Lula defendia a tal “aliança aos poucos” entre os dois partidos.

O difícil é entender o que significa aliança aos poucos. Como se existisse eleição aos poucos! Ao pregar a aproximação dos dois partidos, respeitando algumas particularidades, como no caso da Bahia, onde PMDB e PT nunca irão se sentar à mesma mesa, Lula sabe que no Mato Grosso do Sul [1% da renda, do PIB, da miséria e outras comparações do ranking nacional...] essa união não vai causar nenhum tipo de estremecimento nacional.

Assim, pouco lhe importa se chegou a veza do ex-governador Zeca “abrir mão” do projeto de Governo para vir a ser senador, junto com o “desafeto” petista Delcídio Amaral. Pouco importa também ao presidente se André conseguirá ou não a reeleição. Se DEM ou PSDB chegarão a algum lugar nessa ameaça de rompimento que vivem ensaiando, mas não tem coragem de consumar.

O presidente gosta da idéia do terceiro mandato, mas preferia mesmo era que a “adesão” ao sonho de consumo viesse de algum peso-pesado tipo Aécio Neves. Enquanto isso…

criado por Cl�vis de Oliveira    09:24:52 — Arquivado em: Sem categoria

6 Comentários »

  1. SERRA PRESIDENTE, MARISA GOVERNADORA E MURILO SENADOR. O vice-governador Murilo Zauith (DEM) terá uma legenda praticamente garantida para disputar o Senado em 2010, isso caso a senadora Marisa Serrano (PSDB) se candidate a governadora. Por outro lado, se o DEM e o PSDB forem apoiar a reeleição do governador André Puccinelli (PMDB), aí as coisas ficariam mais difíceis para o Murilo sair candidato a senador, e provavelmente restaria a ele disputar uma vaga para a Câmara Federal ou para a Assembléia Legislativa. Portanto, Murilo deverá torcer para que a Marisa Serrano se lançe candidata a governadora, fazendo uma colicação PSDB-DEM-PPS. Tanto Marisa como Murilo teriam um forte cabo eleitoral. Trata-se do candidato a presidente da República José Serra (PSDB), pela coligação PSDB-DEM-PPS, atualmente líder em todas pesquisas de opinião para presidente da República em 2010. A provável candidatura da senadora Marisa Serrano ao governo do Estado, com o objetivo de fazer palanque para o tucano José Serra na disputa pela Presidência da República, a candidatura de Murilo Zauith ao Senado Federal estaria consolidada e devidamente pavimentada. Com os tucanos José Serra e Marisa Serrano como principais cabos eleitorais, Murilo seria favorito na corrida ao Senado, preocupando os grupos políticos que davam como certa a eleição de um candidato do PMDB – o atual senador Valter Pereira ou o deputado federal Waldemir Moka, este último o preferido do governador André Puccinelli – e outro do PT – o atual senador Delcídio do Amaral.

    Comentário por Arthur — 2009-05-9 @ 10:43:59

  2. Na foto, a velha palhaçada de político segurar criancinha indefesa para melhorar a sua própria imagem.
    Onde está o Juizado de Proteção do Menor?
    Só lembrando: o “trem” inaugurado é uma mera sucata reformada.

    Comentário por Davi Lima — 2009-05-9 @ 15:38:59

  3. “Se tivéssemos que tomar uma decisão hoje, estaríamos mais perto de fechar com Serra, não com Dilma”.

    A frase acima foi dita ao blog por um integrante da cúpula do PMDB. Dedica-se à análise do desenho político que começa a ser esboçado nos Estados.

    Fez um levantamento nacional da situação da legenda. Verificou que, por ora, o acerto com o petismo revela-se viável somente em três Estados: Ceará, Amazonas e Piauí (neste último, com a dissidência do senador Mão Santa).

    Nas outras 24 unidades da federação, o PMDB ou rumina a indefinição ou se encaminha para uma aliança com PSDB e DEM.

    De acordo com o levantamento, a “namoradinha” da política brasileira flerta com a oposição justamente em alguns dos maiores colégios eleitorais do país.

    No maior deles, São Paulo, Orestes Quércia, está fechado com a candidatura presidencial do tucano José Serra.

    Um problema para o paulista Michel Temer. Voz ativa em Brasília, o presidente da Câmara apita pouco em sua terra.

    Ali, quem dá as cartas no diretório do PMDB é Quércia. Ele preside o partido. Mais: controla-o.

    Em Santa Catarina, uma aliança do PMDB com o PT é sonho irrealizável. O governador peemedebista Luiz Henrique governa em aliança com PSDB e DEM.

    Candidato ao Senado, Luiz Henrique costura a manutenção da tríplice aliança. Não quer nem ouvir falar de Idelli Salvatti, o nome do PT à sua sucessão.

    No Rio Grande do Sul, o PMDB é adversário histórico do PT. Leva ao forno a candidatura estadual do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.

    A governadora tucana Yeda Crusius rumina a idéia de candidatar-se à reeleição. Mas o tucanato nacional trama puxar-lhe o tapete, fechando com Fogaça.

    A despeito da cara virada do presidente do PT, Ricardo Berzoini, o petismo gaúcho prevê para julho a escolha do seu candidato. Tarso Genro é favorito. Nada de PMDB.

    No Paraná, o governador Roberto Requião, velho aliado de Lula no PMDB, liberou seus “costureiros” para tricotar com o PSDB.

    Dialogam nos subterrâneos com os dois pré-candidatos tucanos ao governo paranaense: o senador Álvaro Dias e o prefeito curitibano Beto Richa.

    Requião conversa amiúde com Quércia. Há coisa de dois meses, esteve com Serra, em São Paulo. Recebeu-o em Curitiba. Firmaram uma parceria fiscal.

    Candidato ao Senado, Requião tenta esvaziar a candidatura ao governo de Osmar Dias (PDT), com quem o PT, empurrado por Lula, cogita se aliar.

    Em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país, o PMDB vai de Hélio Costa. O ministro das Comunicações busca uma aliança com Aécio Neves.

    Tomado pelo noticiário, Aécio disputa a vaga de presidenciável com Serra. Tomado pelo que se diz dele abaixo da linha d’água, estaria rendido às evidências.

    Prevalecendo a 2ª hipótese, Aécio pende para o Senado, não para a vice de Serra. Para o governo, tenta empinar a candidatura de seu vice, Antonio Anastasia.

    É uma espécie de Dilma de calças. Jamais disputou eleições. O PMDB aposta na inviabilidade de Anastasia para atrair Aécio para o palanque de Hélio Costa.

    Enquanto isso, o petismo mineiro briga. Medem forças pelo governo o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias.

    Em Brasília, os grãopeemedebistas José Sarney e Renan Calheiros posam de “dilmetes”. No Maranhão e em Alagoas, o PMDB de ambos quebra lanças com o PT.

    Em conversa reservada, há dois dias, Roseana Sarney, que acaba de ganhar o governo maranhense no tapetão do TSE, desfiou um rosário de queixas ao PT.

    O petismo do Maranhão torce o nariz para os Sarney. Resiste às tentativas de aproximação.

    Nas plagas alagoanas, Renan joga o jogo do governador tucano Teotônio Vilela Filho. E vice-versa. Teotônio deve disputar a reeleição. Renan, o Senado. Ou vice-versa.

    Em Pernambuco, o PMDB se chama Jarbas Vasconcelos. É Serra desde menino.

    Na Bahia, PMDB é sinônimo de Geddel Vieira Lima. Ministro de Lula, Geddel mantém com o governador baiano Jaques Wagner, do PT, uma aliança frágil.

    Espanta-se com os ataques que o petismo dirige ao seu grupo. Em privado, não excluiu a possibilidade de disputar o governo, em aliança com ‘demos’ e tucanos.

    No Rio Grande do Norte, o PMDB vive um dilema. Henrique Eduardo Alves, líder na Câmara, é Dilma. Garibaldi Alves, majoritário no diretório, pende para Serra.

    Garibaldi distanciara-se de José Agripino Maia (DEM). Agora, ensaia a reaproximação. Cogita apoiar a candidatura ao governo da senadora ‘demo’ Rosalba Ciarlini.

    No Pará, o dono do PMDB é Jader Barbalho. Em 2006, ajudara a eleger a governadora Ana Julia Carepa, do PT. Hoje, quer vê-la pelas costas.

    Ana Júlia deseja reeleger-se. Jader quer voltar ao Senado. E trama acomodar no palácio o filho Helder Barbalho, prefeito de Ananindeua, numa aliança com o PSDB.

    No Rio, outro dilema. O governador Sérgio Cabral é Dilma. O ex-governador Antony Garotinho trabalha para arrastar o diretório do PMDB para o colo de Serra.

    Para complicar, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, do PT, quer ser governador. Tenta retirar o PT do palanque reeleitoral de Cabral, dodói de Lula.

    O PMDB, como se vê, faz jus ao vocábulo partido. Nada mais fragmentado. A lei não impede que o partido faça alianças diferentes nos planos nacional e estadual.

    Mas o dirigente que traçou o quadro acima para o repórter diz que não há como ignorar que, por ora, Serra leva “vantagem” sobre Dilma no PMDB.

    Comentário por Blog do Josias — 2009-05-9 @ 20:39:24

  4. Interessante a foto, onde apareceram alguns que tem mandato, outros que não se reelegeram. O que me chamou atenção que esqueceram de levar alguns ex-ferroviários que ajudaram a construir a NOB. Conheço bem a região, principalmente a Estação Duque Estrada onde vivem os meus tios, no trecho me avô ajudou a contruir a linha. No ano passado, no mês de junho fiz um artigo com o nome trem do tereré, publicado no jornal A folha de Dourados, onde aparecem a foto das pessoas que estavam recuperando a linha. Agora já tem o trem do Pantanal e novamente escrevi um artigo cobrando o trem do Tereré que saiu nos jornais virtuais de Dourados, Jornal da Praça. Nele eu cobro que nós douradenses temos o direito de ter um trem, partindo de Campo Grande-Indubrasil até Ponta Porã. Agora falta os nosso representantes do Estado lutarem, afinal no ano que vem tem eleição, quero ver qual o deputado estadual, federal e senador que vai abraçar esta causa. A bola já foi jogado na mão do governador no artigo que escrevi. Onde eu disse que o Zeca, apesar de todos os erros lançou a idéia do trem do pantanal e agora o nosso governador poderá lançar a idéia do trem do tereré, que já defendi quando da palestra na OAB. Foi um lance que a própria imprensa poderia nos ajudar. A bola está aí Clóvis.

    Comentário por José Tibiriçá Martins Ferreira — 2009-05-9 @ 20:40:12

  5. É muito interessante essa arquitetura política que vai se desenhando. Muito se fala e muito ainda se falará. Saber o que vai dar, acho que ninguém ainda tem essa condição. Eu, fico esperando o resultado, mas, de certa forma, indignado com algumas alianças que vão sendo desenhadas e, que até ontem eram inimigas encarniçadas. Não venham me dizer que uma faceta da democracia e da política. É muito mais um deslavado fisiologismo duro de engolir.

    Comentário por ken Parker — 2009-05-9 @ 22:42:49

  6. Pois é… De todo este CIRCO montado aí na foto, o que interessa mesmo para a população é que o trem é um sucatão reformado e quem quiser usar vai ter de pagar… (e caro).
    Políticos nojentos.

    Comentário por Lula não sai do palanque — 2009-05-10 @ 10:27:02

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