Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

31/5/09

Muitos pais, e sem carinho… o retrato da praça!

Enquanto muitos se preocupam se deveriam ou não ter retirado a estátua do campesino que carregava a erva-mate e ajudou a encher os bolsos de muitos dos ervateiros, estes sim os donos da erva-mate que notabilizaram a companhia inglesa Mate Laranjeira nos tempos da colonização, poucos dão atenção a outro espectro não menos deprimente, ali bem pertinho do cruzamento das avenidas Marcelino Pires com Presidente Vargas: a praça Antonio João abandonada.

 

Estamos próximos de comemorar o primeiro aniversário da praça interditada. Começou na gestão do ex-prefeito Laerte Tetila, que patrolou, literalmente, o que havia no quadrilátero central da praça. Só poupou, por milagre, o próprio Antônio João, que um dia já fora também “arrastado” do seu espaço por outros “reformadores” e a estátua do Colono, que resiste aos atropelos de emendas e projetos orçamentários.

Agora, enquanto a obra não recomeça, a população está a assistir a disputa de propaganda dos que se intitulam pais do projeto. Aliás, uma boa oportunidade para os fiscais de posturas e defensores da legalidade no que diz respeito à fixação de placas, faixas, cartazes e assemelhados se manifestarem.

criado por Cl�vis de Oliveira    13:42:45 — Arquivado em: Sem categoria

11/5/09

Alguém já parou para pensar Dourados?

Pensar Dourados é, obviamente, muito mais do que apenas querer pensar em como tirar proveito do que tem de bom, ou nao, em Dourados. Por isso, o questionamento quanto ao fato de que muitos dos que se propõem a formular um projeto político-administrativo para a cidade nem sequer sabem por onde começar. E vão se aventurando a trocar semáforos de lugar, reiventar rotatórias, mudar o paisagismo do canteiro central das principais avenidas e até, porque não, a substituir alguns marcos característicos de ex-administradores…

Medidas impopulares, como receitam políticos de maior bagagem, devem mesmo ser colocadas em prática já no primeiro ano de mandato, uma vez que é comum o eleitor “esquecer” de muita coisa até que chegue o próximo ano eleitoral. Seria essa a justificativa para a remoção dos tachões das ciclofaixas e até a remoção do ervateiro da área central da cidade? Pode até ser, mas, não se iludam, tem muita gente gostando dessas ações.

O concreto é que, ao par dessas medidas, devem se seguir algumas decisões que contenham pelo menos uma pitada de racional planejamento. É fato que as ciclofiaxas incomodavam nas estreitas ruas por onde foram colocadas, mas, então, o que fazer com os mais de 100 mil ciclistas que agora estão “jogados” ao trânsito desordenado? E, se o ervateiro também incomodava pela desproporcionalidade da obra numa área de intenso movimento, como fica a história de lutas e conquistas de quem ajudou a desbravar a região para as gerações futuras?

Por tudo isso, é preciso pensar Dourados. Antes de procurar satisfazer interesses imediatos, ou mesmo diante dessa necessidade, e aquém de ficar refém a projetos equivocados de um passado recente, é preciso ser ousado. Ousar não significa desafiar a ordem, atropelar o processo, mas encarar de frente os desafios e saber enumerar as alternativas para a sua solução. De olho nas urnas, certamente, como regra geral de quem ocupa o poder, mas, especialmente, comprometido com a consciência de quem deve buscar agir com justiça.

criado por Cl�vis de Oliveira    23:07:21 — Arquivado em: Sem categoria

9/5/09

De olho no 3º mandato, Lula prega aliança aos poucos

Olhem só quem está no cantinho à esquerda, sorridente... João Grandão também deve estar com saudade das criancinhas

Olhem só quem está no cantinho à esquerda, sorridente... João Grandão também deve estar com saudade das criancinhas

O presidente Lula não poderia mesmo ter outra reação. Ao “ganhar” a adesão do peemedebista André Puccinelli para um virtual terceiro mandato, só lhe restou defender a aliança gradual entre PMDB e PT

 

A viagem inaugural do Trem do Pantanal, nesta sexta-feira, marcou mais um passo no rumo da aproximação dos dois partidos. André levou Nelsinho Trad, Valter Pereira e Geraldo Resende e, de quebra, Delcídio do Amaral, o neo-aliado do PMDB em Mato Grosso do Sul, permaneceu “na dele” enquanto Lula defendia a tal “aliança aos poucos” entre os dois partidos.

O difícil é entender o que significa aliança aos poucos. Como se existisse eleição aos poucos! Ao pregar a aproximação dos dois partidos, respeitando algumas particularidades, como no caso da Bahia, onde PMDB e PT nunca irão se sentar à mesma mesa, Lula sabe que no Mato Grosso do Sul [1% da renda, do PIB, da miséria e outras comparações do ranking nacional...] essa união não vai causar nenhum tipo de estremecimento nacional.

Assim, pouco lhe importa se chegou a veza do ex-governador Zeca “abrir mão” do projeto de Governo para vir a ser senador, junto com o “desafeto” petista Delcídio Amaral. Pouco importa também ao presidente se André conseguirá ou não a reeleição. Se DEM ou PSDB chegarão a algum lugar nessa ameaça de rompimento que vivem ensaiando, mas não tem coragem de consumar.

O presidente gosta da idéia do terceiro mandato, mas preferia mesmo era que a “adesão” ao sonho de consumo viesse de algum peso-pesado tipo Aécio Neves. Enquanto isso…

criado por Cl�vis de Oliveira    09:24:52 — Arquivado em: Sem categoria
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