27/2/09
Depois de passar o feriado de carnaval nas barrancas do rio Paraguai, e continuar os afagos ao petista moderno DelcÃdio Amaral, o governador André Puccinelli retorna ao trabalho convencido de que não poderá contar como gostaria, da companhia dos democratas no projeto de reeleição. Praticamente rompido com o vice-governador e presidente do DEM estadual, Murilo Zauith, André começa a construir novas bases.
Essa rearticulação polÃtica não exclui nem mesmo o PT, apesar dos “confrontos” com o ex-governador Zeca do PT, agora revigorado pelos bons momentos que passou junto com o presidente Lula na Granja do Torto e na Marquês de SapucaÃ. Ainda mais agora que o DEM de Murilo mandou dizer, via presidente da Câmara de Maracaju, o vereador Catito, que o governador “não faz nada” especialmente quanto aos problemas com a Segurança Pública em Mato Grosso do Sul.
André sabe que pode confiar no solitário deputado Zé Teixeira, secretário regional e principal responsável pela sobreviência do DEM no Estado, e quer mantê-lo na base, mesmo que alinhado a uma nova frente, incluindo talvez o PSDB e os amigos do peito do PMDB, podendo ampliar as conversas também para os lados do PDT e do PR, até como forma de reduzir os obstáculos que poderia encontrar se deixar escapar esses partidos para o campo adversário.
17/2/09
“Pelo amor de Deus alguém me ajude!
Eu já paguei o meu plano de saúde
mas agora ninguém quer me aceitar
E eu tô com dô, dotô, num sei no que vai dá!
Emergência! Eu tô passando mal
Vô morrer aqui na porta do hospital
Era mais fácil eu ter ido
direto pro Instituto Médico Legal
Porque isso aqui tá deprimente, doutor
Essa fila tá um caso sério
Já tem doente desistindo de ser atendido
e pedindo carona pro cemitério
E aÃ, doutor? Vê se dá um jeito!
Se é pra nós morrê nóis qué morrê direito
Me arranja aà um leito que eu num peço mais nada
Mas eu num sou cachoro pra morrer na calçada
Eu tô cansado de bancar o otário
Eu exijo pelo menos um veterinário”
Com esse trecho de um dos sucessos irreverentes do compositor Gabriel Pensador, é possÃvel diagnosticar a situação da Saúde em Dourados. A polêmica envolvendo a Prefeitura e o Hospital Evangélico, que hoje prefere muito mais continuar tocando o sistema público-privado, com o gerenciamento por fora do Hospital da Mulher e o do Trauma, ainda vai render muitos capÃtulos.
Ainda bem que o prefeito Artuzi, defensor da volta do Sistema SUS para o Evangélico, prefere ouvir os conselhos do “doutor” André, de quem sempre foi amiguinho - e para isso teve até que “sangrar” o vice dele nas últimas eleições municipais - e só vai se decidir depois da consultoria que começa a ser feita nos próximos dias por uma equipe de técnicos do Governo do Estado em parceria com o MunicÃpio.
Enquanto isso, no Hospital Universitário, a equipe da UFGD que assumiu o controle do maior hospital do interior de Mato Grosso do Sul conclui levantamentos junto ao MunicÃpio e Estado para se saber a real capacidade e projetar o atendimento ampliado, com as especialidades exigidas, visando melhor contemplar esse setor e oferecer, na prática, saúde de qualidade para muito mais gente.
Enquanto isso…