Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

23/11/08

Existem cadeiras cativas no Senado?

 

Há mais de dois anos para a próxima eleição, quando serão renovados dois terços do Senado e ainda as vagas de deputado estadual, federal, governador e do presidente da República, nos bastidores são intensos os "entendimentos" para a formação de chapas.

 

Um assunto que tem chamado a atenção, particularmente em Mato Grosso do Sul, muito mais do que a própria sucessão - ou seria reeleição? - do governador André Puccinelli, é a disputa para as vagas de senador, hoje ocupadas por Delcídio Amaral e Valter Pereira, concluindo o mandato e Marisa Serrano, que vai completar em 2010 a primeira metade dos oito anos.

 

Aqui já foi dito que Marisa vem para disputar a vaga de candidata a governadora, em apoio ao projeto nacional que pretende unir os interesses do PSDB e do PPS, e do próprio DEM em torno da candidatura presidencial do governador paulista José Serra.

 

Por isso mesmo, em função do desgaste provocado pelo confronto direto entre os petistas Zeca do PT e Delcídio, diante do "reduzido" espaço eleitoral de Mato Grosso do Sul, não será surpresa se ambos conquistarem as duas cadeiras existentes na renovação de 2010. Aí entra a mudança de partido, permitida até setembro do ano que vem aos pretendentes dessa disputa.

 

Afinal, como não existem cadeiras cativas em política, em que pese a conservadora e nociva "rotatividade" que marca a recente história de Mato Grosso do Sul [vide a dinastia Pedro-Wilson e agora o ensaio Zeca-André], é possível prever muita coisa pela frente, com poucas novidades e as acomodações previsíveis.

criado por Cl�vis de Oliveira    11:03:50 — Arquivado em: Sem categoria

8/11/08

A versão tupiniquim do Yes, we can

Quando decidiu se lançar candidato a presidente dos Estados Unidos, o negro Barack Obama certamente nem sabia da existência do gaúcho Ari Artuzi em Dourados, mas agora, analisando por analogia o mote de campanha dos dois vitoriosos nas urnas é possível concluir (despretensiosamente, claro) que:

 

"Yes, we can" (em português "Sim, nós podemos") pode ser simplificado no bordão "Ajuda eu" usado e reprisado na campanha douradense e até transformada em refrão musical pelo candidato a prefeito que derrotou o caciquismo predominante até então nas terras de Marcelino Pires.

 

Mas o "nós podemos" dos americanos também pode ser extensivo ao discurso pós-eleitoral do presidente George W. Bush, abrindo as portas da Casa Branca e inclusive os documentos oficiais de secretíssimo manuseio presidencial ao futuro sucessor.

 

Democracia de lá e de cá, para nós sobrou a agilidade da contagem resultante das urnas eletrônicas, mas ainda nos falta a polidez da diplomacia e da boa educação em reconhecer a vitória dos adversários, ao mesmo tempo em que se cogitam composições suprapartidárias. A tal governabilidade talvez venha a funcionar muito melhor lá do que cá.

 

criado por Cl�vis de Oliveira    15:16:47 — Arquivado em: Sem categoria
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Am I a spambot? yes definately
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