Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

27/10/08

André escolhe Marisa como adversária

 

Se depender da engenharia política que vem sendo construída nos bastidores da sucessão de 2010 em Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli já teria "escolhido" a senadora Marisa Serrano como a adversária ideal no projeto da própria reeleição dele.

 

Desta forma, ficaria resolvida a acomodação do ex-governador Zeca do PT para uma das vagas que se abrem no Senado, conforme acordo já previamente estabelecido pelo próprio Zeca com o então ferrenho adversário André ainda em 2002, ano em que, mesmo liderando todas as pesquisas, o atual governador desistiu de concorrer e apoiou a aliada Marisa, para perder.

 

Resta saber como ficam as recomendações que vão começar a chegar do alto comando dos partidos vitoriosos nas urnas deste ano, onde, aliás, o PMDB saiu bastante fortalecido em termos nacionais. É possível antever que peemedebistas e petistas via Lula querem colocar o PSDB e o DEM na coluna dos adversários preferenciais.

 

Como Delcídio e Zeca, pelo PT, querem assegurar as vagas do Congresso, o primeiro buscando a reeleição e o segundo com as bençãos de Lula, e o próprio André quer emplacar o aliado Moka pelo PMDB, Marisa seria "sacrificada" novamente? Esta é a pergunta que começa a circular nas rodinhas pré-2010. A não ser que o DEM resolva tomar coragem e, embalado pelo emergente Kassab coroado por Serra em São Paulo, venha a tentar fincar a bandeira no comando de MS. Hipótese hoje praticamente improvável.

criado por Cl�vis de Oliveira    14:39:52 — Arquivado em: Sem categoria

16/10/08

Pelos caminhos de Brasília até Dourados

Precipitadamente ou não, o prefeito eleito Ari Artuzi não esperou nem a "missa de sétimo dia" para mostrar que está disposto a levar o nome de Dourados a todos os rincões Brasília afora. A começar pelo primeiro encontro com o quase sainte Laerte Tetila…

Alguns companheiros do futuro governante, inclusive, acham que Ari deveria ter mais cuidados ao sinalizar no caminho da antecipação da futura Administração. A verdade é que esse é o verdadeiro estilo Artuzi com o qual estaremos a conviver a partir de janeiro.

Aos que alardeiam que o novo prefeito não teria capacidade ou competência para gerir a coisa pública, é bom ficar de olho na montagem do primeiro time que deve ocupar peças chaves no mandato dele.

E não se iludam se algumas posições estratégicas continuarem, temporariamente, sob o comando de gente que já conhece do riscado e tem se manifestado a disposição para ajudar o Ari no começo do mandato.

Ah, e para aqueles que acham que o prefeito eleito só está querendo mostrar para o pessoal que ele agora chama de "sabidos" que tinha mesmo condições de chegar ao cargo máximo do Município, é bom ir se acostumando, porque o homem do Canaã já tem projeto eleitoral traçado até 2018. E nesse intervalo teremos pelo menos quatro eleições .

criado por Cl�vis de Oliveira    15:05:54 — Arquivado em: Sem categoria

9/10/08

Alvaro Brandão 2095, o novo centro do poder

Para quem sempre conviveu com portões de grande envergadura, na maioria das vezes fechados, em obras suntuosas, é bom ir assimilando, pelo menos a princípio, a primeira mudança processada após o veredicto das urnas do último dia 5 de outubro.

Desde domingo passado, o endereço do poder está localizado na rua Alvaro Brandão, número 2095, no centro do conjunto residencial Canaã I. Nesse local reside, desde 1993, o prefeito eleito Ari Artuzi, com a mulher Maria e os filhos. A casa foi obtida pelo ex-caminhoneiro durante a gestão do ex-prefeito Humberto Teixeira.

Pela Alvaro Brandão 2095 começa a ser escrita a nova fase da história política de Dourados. Foi nesse endereço que Ari concedeu a primeira entrevista coletiva de imprensa como prefeito eleito, na segunda-feira, 6. E é pra lá que continuam se dirigindo, diariamente, as figuras que passam a compor o espectro pós-eleitoral do Município.

criado por Cl�vis de Oliveira    20:43:55 — Arquivado em: Sem categoria

6/10/08

As urnas falaram mais alto

Sábio até quando eventualmente erra. Jamais o segmento político deveria se descuidar dessa avaliação quando se trata do relacionamento com a população. O exemplo cristalino está no resultado que saiu das urnas neste domingo não só em Dourados, mas em praticamente todo o País.

A vitória do deputado Ari Artuzi, na realidade, já vinha sendo construída desde outubro de 2006, quando ele saiu das urnas com mais de 32 mil votos obtidos em Dourados na disputa da Assembléia Legislativa. Só os adversários não percebiam que ali estava a base principal desse trabalho.

Os acordos e acomodações patrocinados nesse período só contribuiram para alimentar ainda mais essa situação. O recado mais direto foi dado pelo prefeito eleito no último debate da campanha, quando sustentou que a população mais carente merecia ter os mesmos direitos que os ricos.

Ali, e partindo justamente de quem foi durante toda a campanha chamado de fujão e ignorante, estava dada a senha que o candidato apregoava ao longo da caminhada desde julho. Não seria o poder econômico quem viria a interromper o projeto do Ari prefeito.

Da mesma forma, a nova Câmara de Vereadores reflete o espírito de alternância e renovação, sintonizado com a descrença que o poder político expressou no coletivo popular nos últimos tempos.

Mudar, fazer a diferença, trocar, escolher outro, rejeitar o que está aí… A partir de agora, e vale também para os novos eleitos, essa passa a ser a palavra de ordem. É hora de refletir sobre muita coisa, respeitar os eleitos, reconhecer o esforço dos competidores e, principalmente, apostar na fé e na esperança de que a Dourados dos 75 anos exige muito mais do que foi prometido.

criado por Cl�vis de Oliveira    12:58:57 — Arquivado em: Sem categoria

3/10/08

Como seria o cheiro do povo no poder

Há pouco mais de um ano, durante encontro de lideranças do PMDB na Câmara de Dourados, o que me chamou a atenção foi o discurso vibrante de um septuagenário político invocando a unidade do partido em torno do candidato que naquela época detinha cerca de 68% da preferência popular caso viesse a disputar as eleições para prefeito de Dourados.

O político de discurso vibrante era o ex-prefeito por dois mandatos em Dourados, João Totó Câmara, e o então imbatível concorrente que o PMDB oferecia à comunidade era o deputado estadual Ari Artuzi. "O PMDB tem que ouvir a voz das ruas e apoiar o homem que tem o cheiro do povo", ensinava Totó Câmara.

De lá pra cá, como a maioria já tomou conhecimento, Artuzi foi defenestrado pelo PMDB e o partido do dr Ulysses abraçou a causa do governador André Puccinelli em nome da candidatura do vice-governador Murilo Zauith, do DEM, ficando com o consolo de indicar a vice Bela Barros, emprestada do PDT, ex-partido de Ari.

Agora, na véspera do dia da eleição, resta saber quem é que encarna o discurso do experiente Totó. O cheiro do povo ficou com Artuzi, apesar do desgaste da campanha, ou está incorporado na candidatura do governista Murilo, ou foi transferido pelo bem avaliado prefeito Tetila ao seu ungido, o professor Biasotto?

A julgar pelo último debate da TV Morena, onde o povo foi apenas um detalhe (a maioria adormeceu antes do começo da guerra de acusações e escassez de propostas que poucos assistiram na telinha da Globo local), é preciso ter faro bem apurado para identificar o que vai sair das urnas deste domingo.

criado por Cl�vis de Oliveira    17:26:35 — Arquivado em: Sem categoria

1/10/08

Dourados vai decidir a eleição de 2010

Pelo andar da carruagem, já estamos assistindo, com dois anos de antecedência, a disputa eleitoral de 2010. A reeleição ou não do governador André Puccinelli e a renovação de dois terços das vagas do Estado no Senado dependem do resultado que as urnas de Dourados vão indicar neste domingo.

Em princípio, percebe-se que o governador moveu com categoria as peças do xadrez. Tirou Bela Barros do PDT, colocou no PMDB; forçou a saída de Ari Artuzi do PMDB, o PDT o acolheu; empurrou Murilo para uma disputa aparentemente desigual, acomodou Geraldo Resende (que seria o nome governista); intimidou, mais uma vez, o homem-voto Marçal Filho. E assim por diante …

Toda essa engenharia que só se permite visualizar no terreno político leva em conta interesses futuros, e bem próximos. André gostaria que a chapa do Senado, em apoio à sua reeleição, fosse composta pelo amigo Waldemir Moka, do PMDB e pelo neo-amigo Delcídio Amaral, do PT, até como forma de sinalizar favoravelmente ao Palácio lulista do Planalto.

Acontece que no meio do caminho há uma pedra que atende pelo nome de Zeca do PT. Os processos, denúncias e insinuações contra ele não abalam a estreita ligação com o companheiro Lula, de quem o próprio André já teria ouvido o recado para que evite atravessar o caminho do murtinhense. Daí se formou o impasse.

O PT de Dourados, magoado com Zeca (com e sem muitas razões), adotou Delcídio como o seu senador predileto e disparou afagos pros lados de Murilo, que seria o número 2 da lista em 2010. Para que isso se viabilize, há que se cogitar como previsível a hoje ilógica vitória de Biasotto, que acomodaria o próprio Tetila na canoa andrezista. Em caso de contratempos, Delcídio viria a disputar novamente o Governo, e aí nova formação geopolítica estaria sendo inaugurada. Com mudanças de partido e outras cositas mais…

Ufa! Pra quem acha isso impossível, basta ver que Lula e o governador tucano Aécio Neves estão no mesmo palanque em Belo Horizonte, e devem ganhar juntos as eleições. Tudo em nome da sucessão nacional daqui a dois anos.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         O resto, bem, o resto
fica por conta do
imaginário popular que
predomina no campo
da conjuntura política.
criado por Cl�vis de Oliveira    16:20:35 — Arquivado em: Sem categoria
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