29/8/08
Está na capa do jornal "Diário MS" de hoje: Murilo e André convidam!. Daqui uns dias poderemos ver: Ari e Zeca convidam! ou mesmo Biasotto e Lula convidam!
São os chamados reforços de campanha, práticas e costumes comuns às vésperas da reta final, principalmente depois que foram proibidos os showmícios. Aí poderíamos ter Leonardo, Daniel, Ivete, Chitãozinho…
De todo jeito, esse é o momento em que os candidatos, especialmente às eleições majoritárias, aproveitam para reforçar a campanha com nomes que podem significar apoios de peso e compromissos a serem cobrados por eles próprios, caso eleitos, a partir de janeiro de 2009.
Vamos então para a rua, acompanhar e ouvir o que dizem os candidatos e seus apoiadores. Afinal, já se diz na propaganda da TV, 4 anos é muito tempo pra reclamar depois…
26/8/08
"Vote na fé, vote no Zé" (refrão do candidato José Sotolani)
"Vote Serjão, eu sou a solução " (refrão do candidato Serjão)
Aliás, diga-se de passagem, são chamadas apropriadas para um programa que só é exibido, via televisão, pela TV Rit, integrante do grupo dirigido pelo missionário R.R. Soares, dono da poderosa Igreja da Graça, e propagandista de várias marcas não menos "graciosas".
Independente de quem seja o mais criativo, ou o mais espirituoso, o ideal seria que as pessoas adotassem o hábito de assistir, pelos próximos dias, ao horário eleitoral. Porque serão 12 dentre os 159 atores desses programas que terão a missão de formular as leis e ajudar, com proposições e requerimentos, ao próximo prefeito de Dourados.
20/8/08
Em tempos olímpicos, a abertura do programa eleitoral dos três candidatos a prefeito de Dourados mostrou que, muito mais do que o desejo em administrar a cidade, todos têm receitas e fórmulas que julgam ser a ideal para substituir, após oito anos, o prefeito Laerte Tetila. Ninguém deixou transparecer, no primeiro momento, que o importante é APENAS competir.
Biasotto tenta mostrar que, descendente de italianos, possui a garra e a persistência com que os europeus se impõem ao mundo. Murilo quer justificar, pelo slogan da competência, que sabe como fazer e tem respaldo para isso. Artuzi se apega aos abraços e trejeitos e ganha de cara o aval da equipe para explicar que, atrapalhado nas palavras, ele é o homem do povo.
Acostumado aos princípios dos bons mocinhos de começo de campanha, reafirmo: a disputa começa agora e não se iludam os que acham ou imaginam que o ritmo será esse pelos próximos 45 dias. O que todos esperamos, sinceramente, é que haja lealdade no combate e que, ao final, seja a esperança a marca da crença e da fé no compromisso de cada um com o futuro de Dourados.
19/8/08
Esta citação vem do candidato João Alfredo [que não é o Carneiro, pretendente a uma das vagas na Câmara de Vereadores de Dourados pelo PTB, quem, aliás, enviou-me o texto, mas que serve bem como sugestão]:
"Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva, etc, etc, etc. Perdoai. Mas eu preciso ser Outros".
O autor, o poeta Manoel de Barros, é tido como referência nacional, reside em Campo Grande/MS, mas foi incorporado ao material de campanha do João Alfredo, de Fortaleza/CE. Enquanto isso, pelas bandas desta Cidade Educadora…
12/8/08
Em 1998, ao advogar a tese da própria reeleição, o então presidente Fernando Henrique Cardoso dizia que era preciso ouvir a voz rouca que vinha das ruas e que, segundo ele, queria um novo mandato tucano porque a média geral dos brasileiros comia melhor, estudava mais, viajava bem e queria retribuir-lhe com votos.
No começo de 2008, em Dourados, do alto de dois mandatos como prefeito, uma rápida experiência por Brasília e a costumeira convivência com as ruas, o conselheiro Totó Câmara dizia que o partido dele, o PMDB, deveria ouvir a voz das ruas e referendar o nome do principal líder da época, inclusive nas pesquisas, o deputado Ari Artuzi, para ser o candidato a prefeito deste ano.
De lá prá cá todos sabem o que aconteceu. Ari não se sustentou no PMDB, a disputa fracionou o partido, outros nomes se colocaram como pretendentes ao mesmo posto de prefeito que ele almejava há mais de um ano e meio e agora, quando outros segmentos, além dos pretendentes ao cargo, ouvem a voz das ruas, surgem números que devem nortear, daqui pra frente, os rumos da campanha eleitoral.
11/8/08
Definitivamente, é preciso reconhecer os méritos da participação do blogueiro Abner neste espaço. É claro que não sou eu o comentarista que escreve sob esse pseudônimo, porque nas minhas pesquisas não consegui também identificá-lo como sendo nome próprio de alguém.
Mas, é preciso considerar que muito do que é postado aqui tem fundamento, e poderia muito bem estar a serviço do debate mais saudável e consistente, principalmente quando estamos às vésperas do início da propaganda eleitoral pelo rádio e tv e será justamente nesse período que estaremos todos mais carentes de bons esclarecimentos.
Continue ajudando a valorizar o bom debate senhor Abner.
9/8/08
Felizmente, ao contrário do que diz a música, a chuva chegou antes de setembro. E eu bem sei que tem muitos candidatos contrariados com a situação climática, porque estão impedidos das costumeiras visitinhas de casa em casa. Ainda bem que o pucheiro está proibido, senão nem o fogo acendia…
Mas, é preciso ficar de olho e antenado, porque, mesmo na surdina, há muita gente contratando famílias e aliados até, já que está proibida a campanha às claras. O próprio juiz José Carlos de Souza, aliás, em contato com este bloguista, admitiu que este é um risco que se está a correr, em nome da democracia!
Portanto, sejamos todos conscientes. O candidato está nas ruas, tem o direito de pedir votos, o eleitor tem o direito de exigir a contrapartida, e todos temos o dever de exigir compromissos recíprocos. Afinal, a cidadania é o que interessa.
8/8/08
Se algum dos três candidatos a prefeito de Dourados prestou atenção ao debate, inédito diga-se de pasagem, organizado pelas rádios FM 92 e 101, e transmitido ao vivo pelo canal RIT de televisão, que começou neste dia 8 de agosto, com certeza vai poder tirar algum proveito na definição dos principais pontos da elaboração de um eventual futuro programa de governo.
Para quem não tinha grandes expectativas e muitos que julgam o papel do vereador apenas como aquele a quem se pede para homenagear defuntos com nome de rua, o sexteto formado por Marquinhos Melo, Adão Lima, Bete Moreira, Jaconias Júnior, Francisco Saraiva e Jovina Dias mostrou que pode contribuir positivamente no debate eleitoral de 2008.
Democraticamente, pelo critério de sorteio, eles responderam a perguntas sobre trânsito, saneamento, acessibilidade e tributação. E, na média geral, não decepcionaram. Bom seria que os majoritários ficassem de olho nesses 109 dos 160 candidatos às eleições proporcionais que se dispuseram a ser sabatinados até o dia 1 de outubro.
Enquanto o presidente Luis Inácio aplaude o desfile de entrada da delegação brasileira na abertura dos Jogos Olimpicos em Pequim, diferentes regiões do Brasil aguardam a presença do principal cabo eleitoral, especialmente para os aliados dele, na campanha nacional.
Nas cidades brasileiras onde o PT tem candidaturas próprias, ou coligadas, a presença de Lula é muito aguardada, principalmente porque a ele são atribuídos os maiores méritos da retomada do crescimento nacional, inclusive porque não hesitou em dar seqüência a programas que já davam bons resultados no País.
2/8/08
Podem anotar aí. Antes de se preocupar com o chamado e ainda não fora de moda "voto útil", os candidatos que estão em campanha para vereador e a prefeito de Dourados devem começar a construir um projeto capaz de assegurar a consolidação do voto, o chamado voto espontâneo.
Isso só vai se dar a partir do momento em que o eleitor for realmente convencido de que o candidato A, ou B, ou o M e todos os demais que disputam as eleições proporcionais é o que possui a melhor condição para representar os interesses de um contingente de quase 200 mil habitantes.
Essa conscientização só deve vir mesmo a partir do início da campanha eletrônica, pelo rádio e tv, prevista para começar no dia 19 deste mês. Até lá, o que temos são mini carreatas, muita caminhada, poucos santinhos e a constante chiadeira por parte de candidatos e eleitores diante da escassez de recursos. Pelo menos até agora.