27/6/08
Tudo o que se viu e ouviu até agora ainda é café pequeno. Podem esperar que, definitivamente, será a partir da próxima semana que iremos assistir, ao vivo e em cores, ao show de promessas e falácias, misturado com as ameaças e fantasias predominantes em períodos eleitorais.
Defensor fervoroso da liberdade de imprensa, justamente por já ter sido vítima dessas mesmas restrições em tempos remotos, penso que deveríamos ser [os diferentes tipos de veículos de comunicação], mais uma vez, o instrumento principal de propagação das idéias dos pretensos candidatos às eleições municipais de outubro.
Cabe aqui registrar o papel da Justiça Eleitoral, no estrito cumprimento da lei, e observar novamente que nosso maior problema sempre foi a forma de se fazer cumprir tais leis. Por isso, nada de louvas às portarias, decretos e resoluções. É necessário, sim, que se interprete o exercício democrático como sinônimo de compromisso social, responsabilidade ética e patriotismo cidadão.
Quanto aos ingredientes alegóricos que sempre compuseram o trimestre eleitoral a cada dois anos, deixemos que sejam entendidos como parte do espectro cultural que só enriquecem o imaginário popular e que depois serão inexplicavelmente esquecidos, incluídas aí as tantas denúncias, os processos e inquéritos desses períodos e porque não dizer os compromissos incumpríveis…
21/6/08
O anúncio a ser referendado na convenção do PPS do próximo sábado de que o agricultor José Boniatti decidiu trocar a candidatura a prefeito por uma vaga como candidato a vereador na coligação de apoio ao democrata Murilo Zauith, que deve ser confirmado candidato a prefeito no mesmo dia 28, sinaliza a reedição de uma campanha polarizada com o PT este ano em Dourados.
Depois dos fortes rumores de que o pré-candidato Ari Artuzi, do PDT, estuda o alongamento da licença-saúde que decidiu solicitar da Assembléia - e sem necessidade de junta médica -, aliado ao temor quanto aos desdobramentos do inquérito que apura os fatos de recente tiroteio ocorrido na área rural do Município, confirma-se que as definições estão ficando mesmo para a reta final do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para as convenções partidárias.
Enquanto isso, o PT se prepara para reeditar a chapa de quatro anos atrás, quando o prefeito Laerte Tetila teve no PR o principal aliado para a disputa eleitoral. O obstáculo é a escolha, por parte do adversário principal, de uma mulher [Bela Barros] na chapa majoritária. E, por enquanto, nem Margarida Gaigher e muito menos Deumeires Moraes admitem emprestar os currículos para somar na chapa de Biasotto.
14/6/08
A julgar pelos rumores da primeira quinzena deste mês decisivo, Dourados poderá ter uma disputa inédita entre quatro pretendentes à cadeira ocupada há quase oito anos pelo prefeito Laerte Tetila, do PT. Até agora, pelo menos, nenhum dos virtuais pré-candidatos sinaliza com a possibilidade de acordo.
Aliás, só quem não conhece a geografia política de Mato Grosso do Sul, e o que se encontra nos bastidores das articulações que são cada vez mais intensas, para imaginar que o PDT do Artuzi viria a compor com o PMDB do André e o DEM do Murilo, ou mesmo que o PT do Biasotto viesse a ser cogitado para participar dessa engenharia.
O que se vê em termos de definição (?) por enquanto é a disposição do PPS do Boniatti em manter a candidatura dele para poder assegurar a retomada de pelo menos uma das prováveis 17 cadeiras que serão colocadas à disposição na Câmara de Vereadores.
Depois da epopéia Alencar x Murilo x Takimoto x Tetila das eleições de 2000, numa espécie de 3 em 1 abençoado pelo Governo petista de então, será que estamos a reviver um novo embate, motivado pelos ventos de 2010 que já começam a soprar? Ou ainda na esteira da poeira que se encontra assentada desde aquele encontro em um condomínio residencial de Campo Grande às vésperas da eleição de 2006?
4/6/08
Os atuais e os futuros pré-candidatos à Câmara de Vereadores de Dourados começam a colocar as barbas de molho diante da hipótese de que a verba para o próximo exercício vai ficar ainda mais escassa do que o complicado repasse da atual legislatura. E alguns já falam em buscar outra forma de "sobrevivência" a ter que continuar servindo o povo…
Acontece que, de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral, o número de cadeiras em Dourados poderia passar das atuais 12 para 21 vagas. Em contrapartida, o repasse dos subsídios para o Legislativo seria reduzido dos quase 7% para pouco mais de 2,5% a partir de janeiro do ano que vem.
Isso incomoda muito os virtuais novos ocupantes do Poder, já que a casa seria obrigada a promover um enxugamento de pessoal, cortar as verbas de gabinete e ainda reduzir salários dos nobres pares. Porém, é bom lembrar que a Lei Orgânica do Município fixou, em março, que o número de vereadores em Dourados passaria a 17. E é isto que deve prevalecer.
Se servir como consolo…