29/7/07
Efeito Artuzi embola a sucessão em Dourados
Faltando pouco mais de um ano para as eleições do ano que vem, e já que a tal da reforma política não vem mesmo, os partidos começam a se preparar, dentro das atuais regras do jogo, para tentar chegar ao cargo principal no comando das quase seis mil prefeituras brasileiras.
Em Dourados, o quadro é o seguinte: Com Ari Artuzi (PMDB) permanecendo no páreo - e para isso precisa da unção do governador André Puccinelli -, a eleição estaria praticamente decidida se fosse hoje, já que os outros eventuais adversários (Wilson Biasotto pelo PT e um ou outro nanico tentando se projetar) não fariam frente ao "fenômeno" das eleições passadas.
Se convencerem ($$$) Artuzi a sair da disputa, a conversa muda de rumo. Contemplado com um cargo de vice, ou algumas secretarias na Prefeitura e funções estratégicas no Governo do Estado, ele poderia apoiar o nome "oficial" que vier a surgir. Atualmente, quem está de plantão é o deputado Geraldo Resende, que virou PMDB para não perder as verbas federais, já que passa a compor o bloco de apoio do Governo Lula e para ficar mais perto das bençãos de Puccinelli.
No caso de desprezarem o potencial eleitoral de Artuzi, ele se transforma em cabo-eleitoral de luxo no melhor estilo Valdenir Machado de 1992 (naquele ano, Machado foi preterido pelo então prefeito Braz Melo quando era o maior favorito da disputa e bandeou-se para o palanque de Humberto Teixeira, deixando Antonio Nogueira, o candidato "oficial", a ver navios). A diferença é que Machado voltou depois, indicado pelo próprio Teixeira, como vice de Braz… e daí em diante nunca mais ganhou eleição!
Ainda nessa hipótese, em não sendo candidato, o "efeito Artuzi" abre chances pra todo mundo, literalmente. Esta semana, o professor Lauro Davi, presidente da CASSEMS e comprando hospital em cada cidade que passa para atender melhor aos servidores públicos, disse que sem Ari é como "se alguem botasse fogo no mato", ou seja, sai tudo quanto é bicho a procura de ar puro. Ele próprio já botou a cabeça pra fora e está na disputa interna do PT, de olho no assanhamento de Biasotto e no silêncio total de João Grandão.
A contar da empolgação com que o presidente do PMDB de Dourados, ex-deputado Marçal Filho, defende o consenso em torno do nome do vice-governador Murilo Zauith (DEM), é possível imaginar que tanto Artuzi como Geraldo estariam a serviço de um "projetão" (desses onde o eleitor é o último a ser consultado), onde cada um teria uma acomodação, do tipo Marçal federal, Geraldo removido para o Governo estadual, Artuzi beneficiado com boas vantagen$… e por aí afora.
criado por Cl�vis de Oliveira
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