30/6/07
Para alguns, essa palavra - desenvolvimento sustentável - soa a discurso de esquerda. Simplesmente porque a sua pronúncia tem ganhado cada vez mais eco entre os militantes dos chamados movimentos sociais. Então, vamos ao que diz a WWF, organização de preservação da natureza, com representação em todo o mundo:
Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer as necessidades de atender às gerações futuras.
Para muitos, isso soa como mais um discurso de esquerda. Observemos, então, o que é atender necessidades atuais sem comprometer as futuras. Seria construir usinas e matar pessoas? Ou matar pessoas pela fome do desemprego sem gerar oportunidades de trabalho? Esse debate está mais do que presente entre nós.
Aí está um desafio. Ouvir opiniões, abrir o debate, consultar especialistas… Racionar de forma consciente, sem alopramentos, com a perspectiva do desenvolvimento às futuras gerações.
19/6/07

Uniderp, Ufgd, Uems e Unigran: sinônimo de responsabilidade
A união de quatro universidades (uma federal, uma estadual e duas privadas) em torno de um mesmo objetivo deu o tom do conceito de maturidade que começa a ser apontado como palavra de ordem para o debate que se pretende estimular, quando Dourados começa a vislumbrar a perspectiva dos 200 mil habitantes.
O 1º Congresso Dourados Cidade Educadora, realizado de 11 a 15 de junho no Teatro Municipal, revelou o despreendimento e a vontade desses educadores em torno de uma proposta concreta. A Educação Cidadã, ainda que discutida em nível superior, conseguiu mobilizar estudantes e professores de todos os segmentos.
O que realmente importante daqui pra frente é que, de posse das noções gerais em torno do que seja esse projeto, todos sejamos capazes de convergir diante do interesse maior, que é a aplicação na prática das diretrizes aprovadas pelos congressistas. E que a sociedade seja suficientemente madura, também, para levar adiante essa proposta.
5/6/07
A Operação Xeque-Mate, de Dourados (MS) a São Bernardo do Campo (SP), passando por gabinetes oficiais e casebres de periferia, é um indicativo de que é preciso fazer valer aquela máxima de nossos tempos de infância: Boas maneiras se aprende em casa.
Essa disposição demonstrada pela Polícia Federal, em cumprimento a ações judiciais que já se arrastam há alguns anos por parte do Ministério Público Federal, pode muito bem, a essa altura dos acontecimentos, ser creditada ao bom e imortal Ulysses Guimarães, um parlamentar que mais "brigou" (com a permissão da expressão) para inserir dispositivos de vigilância e fiscalização do bem público, quando comandou a elaboração da Constituição Cidadã de 1988.
E, se Ulysses foi tragado pelas águas, e muita gente ainda resmunga quanto aos poderes dados ao MP e ao MPF por conta da legislação brasileira, talvez fosse preciso desencadear uma Operação Netuno para remover as águas que ainda permanecem empoçadas em alguns pontos estratégicos… a impedir que mais se avance no rumo da decência.