8/6/06
O prefeito Laerte Tetila ainda não conseguiu confirmar o prazo para o anúncio definitivo da reforma que está sendo preparada, sob os cuidados do secretário Ermínio Guedes, onde se pretende eliminar pelo menos 10% dos excessos já diagnosticados no peso da máquina pública.
"O problema maior é que a Prefeitura, inchada como está, nunca vai conseguir pagar salários decentes para o servidor e nem consegue eliminar excessos com a briga política que toma conta da administração", observa um técnico em Gestão Pública, com a experiência de quem já passou pelo serviço público municipal.

Enquanto isso, aconselhado por assessores a permanecer calado - como aliás tem sido a regra básica no embate com servidores grevistas - Tetila teve tempo de sobra para ler todas as faixas exibidas pelos professores durante a inauguração do shopping, nesta manhã, todas referindo-se a ele como professor.
5/6/06
O que parecia ser um arroubo de grandeza e demonstração de poder de mando por parte do prefeito Laerte Tetila está prestes a se transformar em mais uma jogada de marketing da atual Administração em Dourados. A reforma administrativa, que vem sendo ameaçada desde o fim do ano passado, deve sair com menos glamour que o exigido pelos novos tempos.
Bem que o prefeito chegou a dizer - e desta vez não precisou nem botar os sapatos sobre a mesa - que gostaria de cortar "na própria carne", como se costuma alardear quando o sacrifício atinge algum companheiro mais próximo, só que o choque de forças entre as tendências vai permitir o máximo de uma ou outra redução nos salários de alguns.
Pra começar, deve ser rebaixado o salário do próprio Tetila e do vice Albino Mendes, além de alguns ocupantes de cargos de confiança. Os servidores, especialmente os grevistas, já deram a sua cota de sacrifício, uma vez que os holerits que serão entregues esta semana já vem com 17 dias descontados na folha…
2/6/06
O PT, e dificilmente outro partido conseguiria tal proeza, é um dos poucos partidos que consegue ser Governo e Oposição ao mesmo tempo. No exercício do poder, o partido mantém CUT e MST pressionando as bases e ao mesmo tempo garante o apoio social que o sustenta.
Vide o mais novo exemplo de uma queda-de-braço que vai sendo vencida, na canseira, pelo prefeito de Dourados, Laerte Tetila. No confronto com servidores públicos em greve, ele bate o pé nos 4,5%, chega a tirar o sapato e mostrar as solas corroídas para justificar o quanto batalhou para chegar aonde está, e de quebra já mandou confeccionar a folha de pagamento do mês de maio com 17 dias descontados dos salários do funcionário que se atreveu a montar acampamento em frente da Prefeitura.
Tudo isso, respaldado pelo PT, apesar de algumas correntes contrárias, e dos protestos de professores - onde se concentra o principal núcleo petista de Dourados - e de onde saiu o pedido de CPI contra o companheiro-prefeito.