Meus palpites

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

24/3/06

PMDB vive a síndrome da pandorga

Em São Paulo, de onde eu vim, a gente conhecia como papagaio; nestas terras já ouvi falar em pipa e mais popularmente como pandorga. De qualquer forma, o exemplo do objeto voador, controlado por uma linha e flutuando ao sabor do vento, serve aqui agora para retratar o dilema do PMDB, que já foi o maior partido do Brasil.

 

Em tempos de crise política, onde o PT dá sinais ora animadores e outras vezes bastante preocupantes de sintonia popular, o PMDB é o partido que melhor reflete o desencanto com essa atividade. Partido mais do que dividido no Congresso e sem personalidade própria, é justamente o herdeiro do combativo MDB quem reúne as chances de eleger o maior número de governadores nas futuras eleições, e também o que mais tem problemas para serem resolvidos até lá.

 

Basta ver o exemplo caseiro. André [Puccinelli, o ex-prefeito de Campo Grande] festeja hoje perto de 75% de preferência, mas corre o risco de nem ter palanque no Estado. A não ser que detenha a fórmula para contemplar Marisa [Serrano, a vice-prefeita tucana de Campo Grande], o neo-rebelde Murilo [Zauith, deputado federal do PFL] e o menino-maluquinho Geraldo [Resende, deputado federal do PPS, tantas vezes governista e agora um dos mais ferrenhos oposicionistas de plantão no Estado].

 

Se nem Moka [Waldemir, o líder de momento da bancada no Congresso] consegue domar um grupo de algumas dezenas de deputados, como fazer para contemplar interesses tão difusos e em escala tão desproporcional em relação ao colégio eleitoral que vai decidir o futuro do Brasil em outubro [os votos do Estado correspondem a 1% do coeficiente nacional], para que o PMDB de Mato Grosso do Sul possa de fato se dizer dono da linha e senhor do vento ???

criado por Cl�vis de Oliveira    22:58:33 — Arquivado em: Sem categoria

1 Comentário »

  1. O PMDB, como se sabe, é uma geléia-geral. Ninguém mais sabe quem é quem no partido. E os governadores? Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco, sempre foi voz isolada. Ele acha que o povo jogou o PMDB na oposição e de lá não deveria ter saido. Mas outros governadores operam bem com o governo.

    Comentário por Jorge Bastos Moreno — 2006-03-25 @ 18:52:29

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