Clóvis de Oliveira

Comentários, análises e opiniões do jornalista Clóvis de Oliveira

3/7/10

Hora de aprender a usar o verde-amarelo

Hipocritamente, o brasileiro está habituado a vestir as cores verde e amarelo e a conduzir a bandeira do País apenas em períodos de Copa do Mundo. Nem em eleições, época do ano em que periodicamente se definem os rumos do Brasil, a nossa bandeira é valorizada. Nem as nossas cores.

Por isso mesmo, a derrota brasileira no futebol deveria servir pelo menos para que valorizemos o verde e amarelo da nossa bandeira. E que, a partir daí, passemos a considerar também o vermelho, o azul, o cinza e todas as demais cores, com o respeito aos valores nacionais, principalmente.

Afinal, um grupo que perde unido vem a ser a ser muito mais respeitado e considerado que um grupamento que perde exatamente pela ausência do espírito de grupo. Pensemos nisso!

criado por Cl�vis de Oliveira    02:09:09 — Arquivado em: Sem categoria

20/4/10

O blog como fonte de pesquisa

Decididamente, o blog, como ferramenta da internet, deveria merecer mesmo muito mais atenção. Digo isso como uma espécie de “mea culpa”, “minha máxima culpa”, considerando a responsabilidade que deve ser imputada a quem se propõe a desenvolver um trabalho com caráter profissional.

Espelho da comunidade, sobretudo do público internauta, o Dourados News foi o primeiro jornal on line a criar um blog, justamente com o objetivo de facilitar a interatividade com as pessoas e estimular muito mais gente a adquirir o espírito crítico e compor o seleto time dos ditos formadores de opinião.

É certo que isso implica em assiduidade, levantamento de dados, comprometimento com a informação e responsabilidade social. Todos esses elementos fazem parte da trajetória profissional do blogueiro, porém o blog encontra-se em fase de transição.

Brevemente, teremos uma nova paginação, um novo lay out, novos conteúdos de interatividade e, certamente, a devida e necessária correspondência com o internauta, razão do nosso existir. Para que, efetivamente, possamos justificar o interesse de tantos acadêmicos e pesquisadores que procuram o Blog do Clóvis, diariamente.

Muito obrigado.

criado por Cl�vis de Oliveira    10:15:55 — Arquivado em: Sem categoria

5/3/10

Uma rodovia para o Ivo Cersósimo

Bem lembrada a sugestão do deputado Zé Teixeira, do DEM, indicando ao governador André Puccinelli, do PMDB, o nome do ex-deputado estadual e federal Ivo Anunciato Cersósimo, do mesmo PMDB de André, para a futura rodovia Perimetral Norte, que deverá mesmo sair com o nome de Anel Rodoviário, cujas obras encontram-se em fase de licitação por parte do Governo de Mato Grosso do Sul.

Ivo, para os mais novos na política, foi um mestre em articulações internas dentro do PMDB, depois de ter passado pela ARENA, o PSD e ajudado a fundar o MDB no embalo daqueles que se diziam contrários ao regime militar, no final da década de 60. Ele começou a carreira como vereador em Dourados e entre os feitos destaca-se a criação da chamada “semana inglesa”, que instituiu a semana de trabalho de segunda a sexta-feira para o comércio. Ivo Cersósimo também foi deputado federal constituinte, eleito em 1986, juntamente com José Elias Moreira.

Aliás, o ex-deputado Ivo só levou para o túmulo uma pequena mágoa, do também ex-aliado e ex-prefeito de Dourados, João Totó Câmara, a quem responsabiliza pela interrupção de um projeto político futuro quando insistiu com Lauro Machado na sucessão municipal de 1975 e permitiu a vitória de José Elias, iniciando a partir daí um novo ciclo na história. Ivo queria ser o candidato oficial.

Ressalvados os contratempos e as turbulências que só a política proporciona, afastando e depois aproximando aliados de adversários, é justa a homenagem de Zé Teixeira a Cersósimo, resgatando parte do papel que esse político desempenhou e a contribuição dada para a história de Dourados.

criado por Cl�vis de Oliveira    10:01:19 — Arquivado em: Sem categoria

3/3/10

Terrorismo não vale!

Sem terrorismo, por favor! Esse foi o recado dado pelo presidente Lula, esta semana, em São Paulo, diante da perspectiva velada de que alguns seguidores do projeto Serra já estaria por iniciar a campanha de que uma eventual vitória da candidata Dilma serviria como argumento para o setor produtivo deixar o País. Assim aconteceu com o próprio Lula em uma das tantas vezes que tentou chegar ao poder enfrentando o chamado grupo conservador do empresariado nacional. Aliás, só quando se convenceu de que deveria alias-se a esse mesmo setor é que o “filho do Brasil” conseguiu chegar lá…

Por isso mesmo, hoje, talvez o presidente dos brasileiros sinta que pode, para ficar só na força de expressão, “mijar” na cabeça desse mesmo empresariado, e aconselhar os donos do dinheiro sobre como deverão se comportar em relação às eleições do dia 3 de outubro.

Afinal, ele não só deseja que a ministra Dilma seja eleita, como tem dito por aí que já trabalha pela reeleição dela em 2014.

Paradoxalmente, por estas bandas, tem um político que também acha que vai eleger uma mulher para “segurar a onda” dele diante de algumas turbulências que costumam sacudir a embarcação construída de pau oco.

A diferença é que esse mesmo político não teve o privilégio (ou seria a paciência?) de construir o próprio projeto político obedecendo a alguns princípios básicos de sobrevivência no meio, quais sejam: lealdade com os companheiros, respeito às hierarquias e, principalmente, respeito com as pessoas que ainda o veem como o comandante de um processo.

Por isso mesmo, é inadmisível ter que conviver com o terrorismo tupiniquim, na base dos recados nada indiretos, seja pelos bilhetinhos de subordinados, ou pela própria destemperança do chefe. “Se não apoiar a mulher…” é a ameaça mais comum a todos quantos procuram algum tipo de benefício público, para justificar o “mercado negro” em que se transformou a ocupação de um cargo em contraste com a obsessão pelo poder.

Para quem tem um pingo de juizo, é possível prever o que vem por aí. Mau-caratismo e soberba se combatem com rebeldia cívica, mesmo que isso possa parecer exagero, porém dialeticamente justificável…

Se é que queremos salvar pelo menos os dedos, já que os anéis e todo o ouro estão indo pro ralo…

criado por Cl�vis de Oliveira    09:04:47 — Arquivado em: Sem categoria

10/2/10

Muitas vaquinhas e apenas uma marreta

Curiosamente, os manifestantes que foram à sessão solene da Câmara de Dourados na segunda-feira acabaram se comportando mais como “futuros candidatos” do que propriamente como vigilantes da ordem democrática que já deixaram de apregoar desde os tempos em que, eles próprios, enterraram o famigerado Metra, um movimento que se dizia fiscal da ética na coisa pública e depois que provou do melado, também se lambuzou.

Interessante, e sintomática contudo, a “discriminação” promovida para a distribuição das “homenagens” aos 12 vereadores. Tanto que entre as nove “vaquinhas” estava justamente o único dos parlamentares que outrora poderia se autodenominar de “verdadeiro representante dos movimentos sociais” (no caso do petista Dirceu Longhi) e, observado como um peão arrojado, o “legítimo defensor da ‘direitona’ conservadora (o democrata Gino Ferreira). Para equilibrar, o prêmio “bonequinha” para a vereadora Délia Razuk (seria, talvez, apenas pelo sobrenome?) e a estatueta do “marretão” a um outro representante da “direita”, Marcelo Barros, pelas posições de oposição ao prefeito.

Marcelo "marretão" Barros, o único dos sobreviventes desse novo tempo?

 Na verdade, essa simbologia dos “prêmios” já não é coisa muito nova nos manifestos políticos, especialmente em véspera de eleições. Mas, na pior das hipóteses, deveria servir como autocrítica a tantos que se julgam infalíveis e acima do bem e do mal. Apesar de tantos outros personagens da nossa recente história política que estariam a merecer, quem sabe, honrarias bem superiores aos simples e não menos ultrapassados trofeuzinhos.

Não seria melhor instituir outras modalidades mais atuais, como “cueca de prata”, “algemas de ouro”, “pinóquio”…?

criado por Cl�vis de Oliveira    17:03:03 — Arquivado em: Sem categoria

31/12/09

Dourados com 200 mil habitantes, e sem rumo…

2010 chega com alguns números que merecem profunda reflexão desde já. No ano em que o Município vai comemorar 75 anos de emancipação, e diante da perspectiva de somar 200 mil habitantes, a cidade terá ainda um orçamento anual da ordem de R$ 600 milhões.

O problema a ser encaminhado, diante desses números, é saber como vai ser conduzido o planejamento administrativo, principalmente em função das responsabilidades de cada cidadão, e sobretudo com a incerteza que predomina no sistema de gestão.

Quando a população cobra ações mais eficazes e resultados mais objetivos no gerenciamento da máquina, não se está questionando se o prefeito tem ou nao aptidões para o exercício do cargo para o qual foi eleito.

O que se quer, essencialmente, é que a equipe encarregada de conduzir as atividades meios e fins tenha a autonomia necessária e seja respeitada no direito de agir, obedecidas obviamente as diretrizes da administração.

Aqui reside, talvez, o maior obstáculo, principalmente porque o responsável pela gestão deveria ter consciência, e humildade sobretudo, para admitir as deficiências e, ao mesmo tempo, o discernimento de que o Município está prestes a atingir um grau de desenvolvimento que permite crescimento independente da questão burocrática oficial.

Se o gestor administrativo não interferir para o atravancamento do progresso, Dourados é suficientemente madura para atingir seus objetivos, com rumo e planejamento definidos pelos próprios segmentos produtivos que ajudam a construir a Economia forte e a sociedade que solidifica as nossas estruturas.

Ademais, imaginando-se que neste ano temos Carnaval, Brasil na Copa do Mundo e Eleições, só nos resta desejar a todos um feliz e próspero 2011.

criado por Cl�vis de Oliveira    10:52:49 — Arquivado em: Sem categoria

16/12/09

Tá na hora de desburocratizar geral

Atenção, não confundir desburocratização com banalização ou anarquia. Feita essa preliminar, retomo aqui um assunto que já foi tema de tantas outras postagens no blog, o bendito feriado do dia 20 de dezembro, que este ano ainda cai num domingo. Dourados chega aos 74 anos e mais uma vez sepulta artigo da Lei Orgânica que fixa, expressamente, a data como um dos feriados municipais. O outro, dia 8, foi celebrado religiosamente, mesmo sendo uma terça-feira.

Assim, ao ver o pessoal do shopping anunciar que o horário especial de aniversário de Dourados para as lojas do maior complexo comercial da cidade será das 10 às 22 horas no domingo de feriado, volto a defender o tal do “horário livre” que um dia já foi cantado em verso e prosa por empresários e comerciantes (antes da chegada do shopping, claro!) e contestado por alguns parasitas que não querem largar o osso do sindicalismo atrasado que praticam junto aos funcionários do setor.

Por isso mesmo, se as lojas do shopping vão abrir das 10 às 22 e o restante do comércio funcionará, neste mesmo domingo de feriado, das 9 às 17 horas, na prática o que temos é um ensaio do chamado horário livre. O que deveria ser feito também nos outros dias, respeitadas, obviamente, as especificidades da atividade praticada por cada segmento.

Uma loja de insumos e máquinas agrícolas poderia, por exemplo, funcionar a partir das 5 horas da manhã, uma vez que o homem do campo já está, nesse horário, iniciando as lides do dia.

Flexibilidade e bom senso, com o respeito à legislação, ajudam muito em tempos de crise. Afinal, com marola ou sem ela, as pessoas devem viver bem. E qualidade de vida é um ingrediente que deve ser muito mais preservado do que o simples, e ultrapassado, conceito de que apenas o trabalho enobrece o homem.

criado por Cl�vis de Oliveira    18:54:09 — Arquivado em: Sem categoria

9/12/09

Os vereadores e o Conselhão

A proposta de criação de um Conselho Pró-Dourados, que o prefeito Ari Artuzi tentou transformar numa espécie de “braço” da campanha pelo Anel Viário, obra que hoje tem a assinatura do governador André Puccinelli, poderia muito bem agora ganhar novos contornos.

Acontece que todos aqueles que se manifestem pró-Dourados não devem visualizar a cidade apenas pelo aspecto rodoviário, ou seja, há muito mais conflitos a serem resolvidos do que tirar os caminhões pesados da área urbana…

Por exemplo, a violência que toma conta da cidade e coloca Dourados no topo do ranking das chamadas “notícias ruins”, a falta de coordenação do sistema de trânsito, o descompasso da aplicação dos recursos financeiros e a inversão de prioridades, além da própria questão eleitoral do ano que vem, são demandas que deveriam mobilizar os conselheiros do Município.

Talvez seja porque já vislumbrou que esse “perigo” é iminente, ou seja, o Conselhão poderia, sim, vir a se posicionar sobre esses e outros temas, que o prefeito Ari Artuzi venha defendendo, cada vez com mais veemência, a extinção do grupo. De cara, ele já pediu para que os assessores municipais abandonem as reuniões.

Não seria a oportunidade ideal para que os senhores vereadores de Dourados adotassem como prática reunir-se periodicamente com o Conselho, encampando algumas das demandas discutidas pelos representantes da sociedade, fortalecendo assim a luta em defesa de uma Dourados melhor? Quem sabe, com isso, poderíamos celebrar o ano do povo com mais entusiasmo.

criado por Cl�vis de Oliveira    09:39:36 — Arquivado em: Sem categoria

23/9/09

Cada um escolhe uma forma para se aparecer

Essa briga pela instalação, ou não, de usinas de cana-de-açúcar no pantanal, vem acirrando ânimos há pelo menos 30 anos. Mas desta vez extrapolou os limites do racional. Chamar ministro de “viado” e governador de “enrustido” talvez tenham sido formas modernas para substituir consequências como a queima da palha da cana, a destruição do ecossistema, matança de animais e de cortadores de cana, para ficar em alguns exemplos dessa “invasão” à exuberância da natureza sempre ameaçada pelo tal do desenvolvimento.

criado por Cl�vis de Oliveira    21:23:37 — Arquivado em: Sem categoria

22/9/09

Nem blog, nem twitter… palpites

A partir de agora, decidi inovar novamente. Depois de ter sido o primeiro a “inventar” um blog no jornalismo on line de Mato Grosso do Sul, e de ter ameaçado entrar na era do twitter, sem paciência pra ficar “contando” o que faço a cada instante, resolvi que gosto mesmo é de dar palpites.

Aliás, essa tem sido a trajetória desde que aprendi, com o bom e imortal Véio Tatau, o meu segundo pai José Guerreiro, nos tempos da Rádio Clube em 1976, que o melhor caminho para se aprender a ser alguém ou a fazer algo é mesmo o de sempre querer continuar sendo um aprendiz.

Assim, podem ir se acostumando. Aqui vou continuar aprendendo a observar o que vejo, escuto e sinto. Da mesma forma irreverente, séria, sincera, comprometida…

criado por Cl�vis de Oliveira    20:11:02 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:
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