Sem terrorismo, por favor! Esse foi o recado dado pelo presidente Lula, esta semana, em São Paulo, diante da perspectiva velada de que alguns seguidores do projeto Serra já estaria por iniciar a campanha de que uma eventual vitória da candidata Dilma serviria como argumento para o setor produtivo deixar o PaÃs. Assim aconteceu com o próprio Lula em uma das tantas vezes que tentou chegar ao poder enfrentando o chamado grupo conservador do empresariado nacional. Aliás, só quando se convenceu de que deveria alias-se a esse mesmo setor é que o “filho do Brasil” conseguiu chegar lá…
Por isso mesmo, hoje, talvez o presidente dos brasileiros sinta que pode, para ficar só na força de expressão, “mijar” na cabeça desse mesmo empresariado, e aconselhar os donos do dinheiro sobre como deverão se comportar em relação à s eleições do dia 3 de outubro.
Afinal, ele não só deseja que a ministra Dilma seja eleita, como tem dito por aà que já trabalha pela reeleição dela em 2014.
Paradoxalmente, por estas bandas, tem um polÃtico que também acha que vai eleger uma mulher para “segurar a onda” dele diante de algumas turbulências que costumam sacudir a embarcação construÃda de pau oco.
A diferença é que esse mesmo polÃtico não teve o privilégio (ou seria a paciência?) de construir o próprio projeto polÃtico obedecendo a alguns princÃpios básicos de sobrevivência no meio, quais sejam: lealdade com os companheiros, respeito à s hierarquias e, principalmente, respeito com as pessoas que ainda o veem como o comandante de um processo.
Por isso mesmo, é inadmisÃvel ter que conviver com o terrorismo tupiniquim, na base dos recados nada indiretos, seja pelos bilhetinhos de subordinados, ou pela própria destemperança do chefe. “Se não apoiar a mulher…” é a ameaça mais comum a todos quantos procuram algum tipo de benefÃcio público, para justificar o “mercado negro” em que se transformou a ocupação de um cargo em contraste com a obsessão pelo poder.
Para quem tem um pingo de juizo, é possÃvel prever o que vem por aÃ. Mau-caratismo e soberba se combatem com rebeldia cÃvica, mesmo que isso possa parecer exagero, porém dialeticamente justificável…
Se é que queremos salvar pelo menos os dedos, já que os anéis e todo o ouro estão indo pro ralo…